O Método Dedut…

10 de outubro de 2012

O Método Dedutivo

O método dedutivo, como lembra Santos (2008) tem bases nos pensadores racionalistas Descartes, Spinoza e Leibniz, tendo como pressuposto que apenas a razão pode conduzir ao conhecimento verdadeiro. Ele parte de princípios tidos como verdadeiros e inquestionáveis (premissa maior), para assim o pesquisador estabelecer relações com uma proposição particular (premissa menor) e, a partir do raciocínio lógico, chegar à verdade daquilo que propõe (conclusão). Ou, utilizando as palavras de Galliano (1979, p. 39) “a dedução consiste em tirar uma verdade particular de uma verdade geral na qual ela está implícita”.

Galliano (1979) também afirma que esse tipo de raciocínio é muito útil uma vez que parte do conhecido para o desconhecido com pequena margem de erro, desde que se respeitem os critérios de coerência e de não-contradição.

O método dedutivo possui grande aplicação em ciências como a Matemática e a Física, cujos princípios podem ser enunciados como leis. Pode-se citar como exemplo a lei da gravitação universal, a qual estabelece que “matéria atrai matéria na razão proporcional às massas e ao quadrado da distância”, podendo daí serem deduzidas infinitas conclusões, das quais seria muito difícil duvidar. Entretanto, nas ciências sociais, o uso desse método é bem mais restrito, devido à dificuldade para se obter argumentos gerais, cuja veracidade não possa ser colocada em dúvida (TORRES, 2008).

Para Araújo (2000), a dedução é o caminho das conseqüências, pois uma cadeia de raciocínios em conexão descendente, ou seja, do geral para o particular, leva à conclusão. De acordo com esse método, partindo-se de teorias e leis gerais, pode-se chegar à determinação ou previsão de fenômeno ou fatos particulares. Segue um exemplo clássico de raciocínio dedutivo:

Todo homem é mortal: universal, geral;
João é homem; particular;
Logo, João é mortal; conclusão.

De acordo com Teixeira (2005) o método dedutivo leva o pesquisador do conhecido ao desconhecido com pouca margem de erro, entretanto, é de alcance limitado, pois a conclusão não pode exceder as premissas. Este método consiste, a seu ver, na racionalização ou combinação de idéias em sentido interpretativo, isto valendo mais do que a experimentação de caso por caso. O autor também aponta que, metodologicamente falando, é de suma importância entender que a necessidade de explicação não reside nas premissas, mas na relação entre as premissas e a conclusão.

Várias críticas são feitas ao método dedutivo, uma delas é a de que essa forma de raciocínio é essencialmente tautológica, ou seja, permite concluir, de forma diferente, a mesma coisa. No momento em que se aceita a verdade da proposição de que todo homem seja mortal, a afirmação de que João é mortal nada acrescenta ao raciocínio, uma vez que a verdade da conclusão já se encontrava implícita no princípio geral a partir do qual se elabora o raciocínio. Outra objeção ao método dedutivo refere-se ao caráter apriorístico de seu raciocínio, pois, a partir de uma afirmação geral supõe-se um conhecimento prévio. Em relação ao exemplo dado acima, como é que se pode afirmar que todo homem é mortal? Esse conhecimento não pode derivar da observação repetida de casos particulares, pois isso seria indução. A afirmação de que todo homem é mortal foi previamente adotada e não pode ser colocada em dúvida. Por isso, os críticos do método dedutivo argumentam que esse raciocínio assemelha-se ao adotado pelos teólogos, que partem de posições dogmáticas (TORRES, 2008).

Além dessas colocações, Santos (2008) lembra que dependendo verdade das premissas definidas o raciocínio pode induzir ao erro, como no caso a seguir:

 

Todo homem se locomove sobre duas pernas

Henrique é homem

Logo, Henrique se locomove sobre duas pernas.

 

Embora o processo lógico do raciocínio acima esteja correto, a teoria não corresponde a uma realidade, pois Henrique é paraplégico (cadeirante), não representando, portanto, uma verdade.

 

 

 

 

O Método Indutivo

 

No século XVI, Galileu Galilei iniciou o questionamento a despeito do procedimento mais apropriado para se atingir conhecimentos seguros dos fenômenos naturais. Assim, teorizou o método denominado experimental, o qual infere leis gerais a partir de observações de casos particulares. “

Para o filósofo inglês Francis Bacon, o método de Descartes, na realidade, não levava a nenhuma descoberta, apenas esclarecia o que já estava implícito. Na visão Bacon, somente através da observação é que se torna possível conhecer algo novo. O método indutivo é assim fundamentado, onde nele se privilegia a observação como processo para se atingir o conhecimento (ARAÚJO, 2000).

O método indutivo foi proposto pelos empiristas Bacon, Hobbes, Locke e Hume, para os quais o conhecimento é fundamentado exclusivamente na experiência, sem levar em consideração princípios preestabelecidos. A generalização aqui não deve ser buscada aprioristicamente, e sim constatada a partir da observação de casos concretos confirmadores dessa realidade (TORRES, 2008).

Gewandsznajder (1989, p. 41) define a indução como:

 

“[…] o processo pelo qual – a partir de um certo número de observações, recolhidas de um conjunto de objetos, fatos ou acontecimentos – concluímos algo aplicável a um conjunto mais amplo ou a casos dos quais ainda não tivemos experiência”.

 

Para Teixeira (2005), a indução não é um raciocínio único, e sim compreende um conjunto de procedimentos, uns empíricos, outros lógicos e outros intuitivos. Ela realiza-se em três etapas: 1) observação dos fenômenos a fim de se descobrir as causa de sua manifestação; 2) descoberta da relação entre eles: aproximação dos fatos ou fenômenos; 3) generalização da relação entre fenômenos e fatos semelhantes não observados. Exemplo: observa-se que Pedro, José, João, etc. são mortais; verifica-se a relação entre ser homem e ser mortal; generaliza-se dizendo que todos os homens são mortais (RODRIGUES, 2007).

Gewandsznajder (1989, p. 41) defende a generalização como importante instrumento das ciências. “Como podemos descobrir que todos os raios que incidirem em um espelho plano voltam com o mesmo ângulo? [..] Será que teríamos que examinar cada fração de grau para testar a lei da reflexão?”.

Duas das leis criadas a partir desse raciocínio são de que nas mesmas circunstâncias, as mesmas causas produzem os mesmos efeitos, ou em outras palavras, se em dadas condições, um determinado fenômeno, sempre que pesquisado, se repetiu, em futuras verificações o mesmo sucederá. A outra consiste em afirmar que o que é verdade de muitas partes suficientemente enumeradas de um sujeito, é verdade para todo esse sujeito universal. Logo, quanto mais representativa a amostra, maior a força indutiva do argumento, sendo sua aplicação considerada válida enquanto não se encontrar nenhum caso que não cumpra o modelo proposto. Assim, para descartar uma indução basta que um fato a contradiga (FILHO, 2006; RODRIGUES, 2007).

Com isso, pode-se afirmar que os dois métodos explicitados possuem diferentes finalidades. O dedutivo busca explicar o conteúdo das premissas, enquanto o indutivo procura ampliar os alcances do conhecimento. Os argumentos indutivos aumentam o conteúdo das premissas, com sacrifício da precisão, ao passo que os argumentos dedutivos sacrificam a ampliação do conteúdo para atingir a “certeza”.

A indução percorre o caminho inverso ao da dedução, isto é, a cadeia de raciocínios estabelece a conexão ascendente, ou seja, do particular para o geral. Neste caso, as constatações particulares é que levam às leis gerais (ARAÚJO, 2000). Exemplo de raciocínio indutivo:

O calor dilata o ferro; particular;
O calor dilata o cobre; particular;
O calor dilata o bronze; particular;
O ferro, o cobre e o bronze são metais
Logo, o calor dilata os metais; universal, geral.

Se por meio da dedução chega-se a conclusões verdadeiras, já que baseadas em premissas igualmente verdadeiras, no método indutivo as conclusões são apenas prováveis (TORRES, 2008).

O raciocínio indutivo teve grande influência no pensamento cientifico. Desde o aparecimento no Novum organum, de Francis Bacon (1561-1626), o método indutivo passou a ser visto como o método por excelência das ciências naturais. No positivismo sua importância foi reforçada e passou a ser proposto também como o método mais apropriado para investigação nas ciências sociais, uma vez que serviria para que os estudiosos da sociedade abandonassem a postura especulativa e utilizassem a observação para atingir o conhecimento científico. A partir da sua influência foram definidas técnicas de coleta de dados e elaborados instrumentos capazes de mensurar os fenômenos sociais (Ibid.).

O primeiro a perceber o caráter incerto de conclusões indutivas foi Aristóteles, mas o primeiro a formulá-lo de forma mais precisa foi o filósofo David Hume (1711-1776). Ele questionou seriamente sua validade deste método, demonstrando que ele não poderia ser justificado racionalmente. Gewandsznajder (1989, p. 44) argumenta:

 

será que poderíamos justificar logicamente a indução? Obviamente, ela não é um argumento dedutivo, como são os argumentos lógicos. A lógica nos mostra que a partir do enunciado ‘todos os cisnes são brancos’ podemos deduzir que alguns cisnes são brancos. Esta dedução é logicamente válida. Mas a indução faz o raciocínio oposto, inferindo do enunciado ‘alguns cisnes são brancos’ o enunciado ‘todos os cisnes são brancos’. Este raciocínio não pode ser justificado pela lógica. Aliás, em termos lógicos, ele não é valido

 

A principal crítica ao método indutivo consiste no salto indutivo que ele propõe, pois a partir de afirmações sobre o passado e o presente não podem ser deduzidas prognoses absolutamente seguras sobre o futuro. 
Imaguire (2000) afirma que a validade universal de uma hipótese científica não pode ser verificada totalmente através de um número finito de observações, medições e experimentos. Gewandsznajder (1989, p. 44), em outras palavras também aponta esta falha, ao comentar que “o nível de generalizações das leis e teorias cientificas não nos permite estabelecer sua verdade por simples observação”.

 

Karl Popper (1902-1944), um filósofo não indutivista, acreditava que a indução simplesmente não existia, se configurava como um mito, uma vez que ela não poderia ser justificada e não desempenharia nenhum papel em relação ao método científico ou ao conhecimento comum (GEWANDSZNAJDER, 1989).

Embora Hume acreditasse que somente a inferência dedutiva é válida, o filósofo concluiu que o método indutivo:

 

[..] fosse utilizado como forma de conhecimento mesmo por pessoas sensatas. Isto aconteceria porque, através da associação de idéias, as repetições geram expectativas, crenças e hábitos importantes para a sobrevivência. Para Hume, estas crenças geradas pelo habito são irracionais, mas isto é apenas um problema filosófico, que não interfere em nossa vida pratica” Gewandsznajder (1989, p. 45).

 

Como Torres (2008) expõe, a objeção colocada por Hume foi, parcialmente, contornada pela teoria da probabilidade, a qual possibilitaria indicar os graus de força de um argumento indutivo. A respeito desta teoria, pode-se dizer que:

 

[…] se os argumentos indutivos não garantem a verdade das conclusões, eles podem ser usados, segundo os indutivistas, para garantir uma probabilidade, às vezes elevada, para suas conclusões. Portanto, da observação de que alguns cisnes são brancos e de que o Sol nasce todo dia, podemos inferir que é provável que todos os cisnes sejam brancos e que o Sol nascerá amanhã” Gewandsznajder (1989, p. 48).

 

Para aprofundar o método indutivo, há a análise do método hipotético – dedutivo, que será visto a seguir.

 

O método hipotético-dedutivo

 

O método hipotético-dedutivo teve suas raízes no pensamento de Réne Descartes (1596-1650), que estabeleceu um método baseado na matemática e na razão. Afirmou que “a idéia que existe em mim” permite deduzir que, mesmo sendo concebida como inata, a idéia permite a elaboração de novas idéias pelo exercício do método.

Vergez & Husisman (1984), justifica que em primeiro lugar, “ela afirma a independência da razão e a rejeição de qualquer autoridade”, em segundo pode-se justificar que o método é racionalista:

[…] os sentidos nos engana, suas indicações são confusas e obscuras, só as idéias da razão são claras e distintas. O ato da razão que percebe diretamente os primeiros princípios é a intuição. A dedução limita-se a veicular, ao longo das belas cadeias da razão, a evidência intuitiva das “naturezas simples”. A dedução nada mais é do que uma intuição continuada.

Inicia-se algumas explanações que argumentam os dados citados acima. O que seria o método hipotético-dedutivo, em primeira ordem tem-se Karl Popper (1975), a partir de uma crítica profunda ao indutismo, o autor sintetiza o referido método no qual o caminho para se chegar ao conhecimento passa pelas seguintes etapas:

– formulação de problemas;

-solução proposta constituindo numa conjectura;

-dedução das conseqüências na forma de proposições passíveis de testes;

-testes de falseamento (tentativa de refutação, entre outros meios, pela observação e experimentação.

 

Para segundo opiniões de Japiassu & Marcondes (1990), “é aquela do qual se constrói uma teoria que formula hipóteses a partir das quais os resultados obtidos podem ser deduzidos com base nas quais se podem fazer previsões que, por sua vez, podem ser confirmadas ou refutadas”

Numa terceira opinião e ultima, de acordo com Kaplan (1972, p.12):

 

[…] o cientista, através de uma combinação de observações cuidadosa, hábeis antecipação e intuição científica, alcança um conjunto de postulados que governam os fenômenos pelos quais está interessado, daí deduz ele as conseqüências por meio de experimentação e, dessa maneira, refuta os postulados, substituindo-os, quando necessários por outros e assim prossegue.

 

Assim, Kaplan organiza etapas que podem ajudar na interpretação do método:

 

Problema→Conjecturas→Dedução, conseqüências e observação→Tentativa de falseamento→Corroboração.

 

Explicando esses indicadores, argumenta que para tentar explica a dificuldade expressa no problema, são formulados conjecturas e hipóteses. Das hipóteses formuladas, deduzem-se conseqüências que deverão ser testadas ou falseadas. Falsear significa tentar tonar falsas conseqüências deduzidas das hipóteses. Enquanto no método dedutivo procura-se a todo custo confirmar a hipótese, no método hipotético-dedutivo, ao contrário, procuram se evidências empíricas para derruba – las.Quando não se consegue demonstrar qualquer caso conceito capaz de falsear a hipótese, tem-se a sua corroboração, que não excede o nível do provisório. De acordo com Popper, a hipótese mostra-se válida, pois superou todos os testes, mas não definitivamente confirmada, já que a qualquer momento poderá surgir um fato que a invalide.

Concluindo o pensamento dos três autores, o método hipotético-dedutivo passa por fases certas e não discutíveis, com a idéia de um problema, parte para a observação cuidadosa, hábeis antecipação e intuição científica, dedução das conseqüências na forma de proposições passíveis de testes, quando não consegue mostrar o que pode falsear a hipótese, tem-se uma corroboração.

O método se funde na observação e, hipóteses que podem ser confundidos com o indutivo, pois também tem esse rumo de explicação, mas o hipotétivo- dedutivo não se limita a generalização com o empírico das observações segue o caminho das teorias e leis. Como os resultados podem deduzir e fazer previsões, que podem ser confirmadas ou negadas.


Tipos de Pesquisa

22 de setembro de 2012

 Pesquisa é o mesmo que busca ou procura. Pesquisar, portanto, é buscar ou procurar resposta para alguma coisa. Em se tratando de Ciência (produção de conhecimento) a pesquisa é a busca de solução a um problema que alguém queira saber a resposta. Não gosto de dizer que se faz ciência, mas que se produz ciência através de uma pesquisa. Pesquisa é portanto o caminho para se chegar à ciência, ao conhecimento.
É na pesquisa que utilizaremos diferentes instrumentos para se chegar a uma resposta mais precisa. O instrumento ideal deverá ser estipulado pelo pesquisador para se atingir os resultados ideais. Num exemplo grosseiro eu não poderia procurar um tesouro numa praia cavando um buraco com uma picareta; eu precisaria de uma pá. Da mesma forma eu não poderia fazer um buraco no cimento com uma pá; eu precisaria de uma picareta. Por isso a importância de se definir o tipo de pesquisa e da escolha do instrumental ideal a ser utilizado.
A Ciência, através da evolução de seus conceitos, está dividida por áreas do conhecimento. Assim, hoje temos conhecimento das Ciências Humanas, Sociais, Biológicas, Exatas, entre outras. Mesmo estas divisões tem outras subdivisões cuja definição varia segundo conceitos de muitos autores. As Ciências Sociais, por exemplo, pode ser dividida em Direito, História, Sociologia etc.

Tentando descomplicar prefiro definir os tipos de pesquisa desta forma:

Pesquisa Experimental: É toda pesquisa que envolve algum tipo de experimento.

Exemplo: Pinga-se uma gota de ácido numa placa de metal para observar o resultado.

Pesquisa Exploratória: É toda pesquisa que busca constatar algo num organismo ou num fenômeno.

Exemplo: Saber como os peixes respiram.

Pesquisa Social: É toda pesquisa que busca respostas de um grupo social.

Exemplo: Saber quais os hábitos alimentares de uma comunidade específica.

Pesquisa Histórica: É toda pesquisa que estuda o passado.

Exemplo: Saber de que forma se deu a Proclamação da República brasileira.

Pesquisa Teórica: É toda pesquisa que analisa uma determinada teoria.

Exemplo: Saber o que é a Neutralidade Científica.

O Projeto da Pesquisa

 Escolha do Tema

Existem dois fatores principais que interferem na escolha de um tema para o trabalho de pesquisa. Abaixo estão relacionadas algumas questões que devem ser levadas em consideração nesta escolha:

Fatores internos

– Afetividade em relação a um tema ou alto grau de interesse pessoal.
Para se trabalhar uma pesquisa é preciso ter um mínimo de prazer nesta atividade. A escolha do tema está vinculada, portanto, ao gosto pelo assunto a ser trabalhado. Trabalhar um assunto que não seja do seu agrado tornará a pesquisa num exercício de tortura e sofrimento.

– Tempo disponível para a realização do trabalho de pesquisa.
Na escolha do tema temos que levar em consideração a quantidade de atividades que teremos que cumprir para executar o trabalho e medi-la com o tempo dos trabalhos que temos que cumprir no nosso cotidiano, não relacionado à pesquisa.

– O limite das capacidades do pesquisador em relação ao tema pretendido.
É preciso que o pesquisador tenha consciência de sua limitação de conhecimentos para não entrar num assunto fora de sua área. Se minha área é a de ciências humanas, devo me ater aos temas relacionados a esta área.

Fatores Externos

– A significação do tema escolhido, sua novidade, sua oportunidade e seus valores acadêmicos e sociais.
Na escolha do tema devemos tomar cuidado para não executarmos um trabalho que não interessará a ninguém. Se o trabalho merece ser feito que ele tenha uma importância qualquer para pessoas, grupos de pessoas ou para a sociedade em geral.

– O limite de tempo disponível para a conclusão do trabalho.
Quando a instituição determina um prazo para a entrega do relatório final da pesquisa, não podemos nos enveredar por assuntos que não nos permitirão cumprir este prazo. O tema escolhido deve estar delimitado dentro do tempo possível para a conclusão do trabalho.

– Material de consulta e dados necessários ao pesquisador
Um outro problema na escolha do tema é a disponibilidade de material para consulta. Muitas vezes o tema escolhido é pouco trabalhado por outros autores e não existem fontes secundárias para consulta. A falta dessas fontes obriga ao pesquisador buscar fontes primárias que necessita de um tempo maior para a realização do trabalho. Este problema não impede a realização da pesquisa, mas deve ser levado em consideração para que o tempo institucional não seja ultrapassado.

 Levantamento ou Revisão de Literatura

O Levantamento de Literatura é a localização e obtenção de documentos para avaliar a disponibilidade de material que subsidiará o tema do trabalho de pesquisa.
Este levantamento é realizado junto às bibliotecas ou serviços de informações existentes.

Sugestões para o Levantamento de Literatura

Locais de coletas

Determine com antecedência que bibliotecas, agências governamentais ou particulares, instituições, indivíduos ou acervos deverão ser procurados.

Registro de documentos

Esteja preparado para copiar os documentos, seja através de xerox, fotografias ou outro meio qualquer.

Organização

Separe os documentos recolhidos de acordo com os critérios de sua pesquisa.

O levantamento de literatura pode ser determinado em dois níveis:
a – Nível geral do tema a ser tratado.
Relação de todas as obras ou documentos sobre o assunto.

b – Nível específico a ser tratado.
Relação somente das obras ou documentos que contenham dados referentes à especificidade do tema a ser tratado.

 Problema

O problema é a mola propulsora de todo o trabalho de pesquisa. Depois de definido o tema, levanta-se uma questão para ser respondida através de uma hipótese, que será confirmada ou negada através do trabalho de pesquisa. O Problema é criado pelo próprio autor e relacionado ao tema escolhido. O autor, no caso, criará um questionamento para definir a abrangência de sua pesquisa. Não há regras para se criar um Problema, mas alguns autores sugerem que ele seja expresso em forma de pergunta. Particularmente, prefiro que o Problema seja descrito como uma afirmação.

Exemplo:
Tema: A educação da mulher: a perpetuação da injustiça.
Problema: A mulher é tratada com submissão pela sociedade.

 Hipótese

Hipótese é sinônimo de suposição. Neste sentido, Hipótese é uma afirmação categórica (uma suposição), que tente responder ao Problema levantado no tema escolhido parapesquisa. É uma pré-solução para o Problema levantado. O trabalho de pesquisa, então, irá confirmar ou negar a Hipótese (ou suposição) levantada.

Exemplo: (em relação ao Problema definido acima)
Hipótese: A sociedade patriarcal, representada pela força masculina, exclui as mulheres dos processos decisórios.

Justificativa

Justificativa num projeto de pesquisa, como o próprio nome indica, é o convencimento de que o trabalho de pesquisa é fundamental de ser efetivado. O tema escolhido pelo pesquisador e a Hipótese levantada são de suma importância, para a sociedade ou para alguns indivíduos, de ser comprovada.
Deve-se tomar o cuidado, na elaboração da Justificativa, de não se tentar justificar a Hipótese levantada, ou seja, tentar responder ou concluir o que vai ser buscado no trabalho de pesquisa. A Justificativa exalta a importância do tema a ser estudado, ou justifica a necessidade imperiosa de se levar a efeito tal empreendimento.

 Objetivos

A definição dos Objetivos determina o que o pesquisador quer atingir com a realização do trabalho de pesquisa. Objetivo é sinônimo de meta, fim.
Alguns autores separam os Objetivos em Objetivos Gerais e Objetivos Específicos, mas não há regra a ser cumprida quanto a isto e outros autores consideram desnecessário dividir os Objetivos em categorias.
Um macete para se definir os Objetivos é colocá-los começando com o verbo no infinitivo: esclarecer tal coisa; definir tal assunto; procurar aquilo; permitir aquilo outro,demonstrar alguma coisa etc..
 Metodologia

Metodologia é a explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e exata de toda ação desenvolvida no método (caminho) do trabalho de pesquisa.
É a explicação do tipo de pesquisa, do instrumental utilizado (questionário, entrevista etc), do tempo previsto, da equipe de pesquisadores e da divisão do trabalho, das formas de tabulação e tratamento dos dados, enfim, de tudo aquilo que se utilizou no trabalho de pesquisa.

 Cronograma

Cronograma é a previsão de tempo que será gasto na realização do trabalho de acordo com as atividades a serem cumpridas. As atividades e os períodos serão definidos a partir das características de cada pesquisa e dos critérios determinados pelo autor do trabalho.
Os períodos podem estar divididos em dias, semanas, quinzenas, meses, bimestres, trimestres etc.. Estes serão determinados a partir dos critérios de tempo adotados por cada pesquisador.

Exemplo:

ATIVIDADES     /     PERÍODOS

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

1 Levantamento de literatura

X

2 Montagem do Projeto

X

3 Coleta de dados

X

X

X

4 Tratamento dos dados

X

X

X

X

5 Elaboração do Relatório Final

X

X

X

6 Revisão do texto

X

7 Entrega do trabalho

X

 Recursos

Normalmente as monografias, as dissertações e as teses acadêmicas não necessitam que sejam expressos os recursos financeiros. Os recursos só serão incluídos quando o Projeto for apresentado para uma instituição financiadora de Projetos de Pesquisa.
Os recursos financeiros podem estar divididos em Material PermanenteMaterial de Consumo e Pessoal, sendo que esta divisão vai ser definida a partir dos critérios de organização de cada um ou das exigências da instituição onde está sendo apresentado o Projeto.

Anexos

Este item também só é incluído caso haja necessidade de juntar ao Projeto algum documento que venha dar algum tipo de esclarecimento ao texto. A inclusão, ou não, fica a critério do autor da pesquisa.

Referências

As referências dos documentos consultados para a elaboração do Projeto é um item obrigatório. Nela normalmente constam os documentos e qualquer fonte de informação consultados no Levantamento de Literatura.
Exemplos para elaboração das Referências, segundo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT para elaboração das Referências estão expressas noAnexo 1 deste trabalho.

 Glossário

São as palavras de uso restrito ao trabalho de pesquisa ou pouco conhecidas pelo virtual leitor, acompanhadas de definição.
Também não é um item obrigatório. Sua inclusão fica a critério do autor da pesquisa, caso haja necessidade de explicar termos que possam gerar equívocos de interpretação por parte do leitor.

 Esquema do Trabalho

Concluído o Projeto, o pesquisador elaborará um Esquema do Trabalho que é uma espécie de esboço daquilo que ele pretende inserir no seu Relatório Final da pesquisa. O Esquema do Trabalho guia o pesquisador na elaboração do texto final. Por se tratar de um esboço este Esquema pode ser totalmente alterado durante o desenvolvimento do trabalho. Quando conseguimos dividir o tema genérico em pequenas partes, ou itens, poderemos redigir sobre cada uma das partes, facilitando significativamente o desenvolvimento do texto.
Depois de concluída a pesquisa, este Esquema irá se tornar o Sumário do trabalho final.

Exemplo:

Título: Educação da Mulher: a perpetuação da injustiça

1 INTRODUÇÃO

2 HISTÓRICO DO PAPEL DA MULHER NA SOCIEDADE

3 O PODER DA RELIGIÃO
1- O mito de Lilith/Eva
2- O mito da Virgem Maria

4- O PROCESSO DE EDUCAÇÃO

5- O PAPEL DA MULHER NA FAMÍLIA
1- A questão da maternidade
2 -Direitos e deveres
3- A moral da família
4- Casamento: um bom negócio
5- A violência

6 UM CAPÍTULO MASCULINO

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

 Resumindo…

Um Projeto de pesquisa, então deveria ter as seguintes características:
1 – Introdução (obrigatório)
2 – Levantamento de Literatura (obrigatório)
3 – Problema (obrigatório)
4 – Hipótese (obrigatório)
5 – Objetivos (obrigatório)
6 – Justificativa (obrigatório)
7 – Metodologia (obrigatório)
8 – Cronograma (se achar necessário)
9 – Recursos (se achar necessário)
10 – Anexos (se achar necessário)
11 – Referências (obrigatório)
12 – Glossário (se achar necessário)

Observação: O documento final do Projeto de Pesquisa deve conter:
– Capa ou Falsa Folha de Rosto (obrigatório);
– Folha de Rosto (obrigatório);
– Sumário (obrigatório);
– Texto do projeto (baseado nas características enunciadas acima) (obrigatório);
– Referências (obrigatório);
– Capa (se quiser).

 


Técnicas de Leitura – Resumo, Resenha, Fichamento

16 de setembro de 2012

 LER:

1. Será importante você se preocupar com seus hábitos de leitura?

Em muitas situações de estudo, o estudante fracassa porque sua leitura não é eficiente. A leitura é um dos principais canais de aquisição de informação, especificamente na Universidade.

2. Antes de  iniciar uma leitura, você sabe situa-la dentro de um contexto ?

Antes de iniciar o estudo de um texto, esteja certo de que compreendeu qual é sua incumbência. Pergunte-se que informação terá que encontrar e por que encontra-la, ou que uso fará dela. Em alguns casos, a colocação dos problemas pode ser difícil; mas você pode sempre se perguntar pelo menos: qual a relação deste tópico com a unidade que eu estou estudando? Qual a relação deste tópico com outras unidades que eu já estudei?

3. Você lê em termos de idéias?

O bom leitor não lê palavra por palavra: ele lê conjunto de palavras que constituem  unidades de pensamento. Essas unidades de pensamento são naturais para a compreensão de significados.

Uma unidade de pensamento pode ser constituída de uma ou mais frases.

Você percebe um conjunto de palavras ou de frases como uma unidade de pensamento em função desse conjunto formar um todo significativo, isto é, uma idéia .

4. Você tem certeza de que o material que você leu está bem compreendido?

Muitos estudantes desperdiçam  grande parte do tempo lendo materiais cujo significado não está bastante claro para eles. As pesquisas provam que há diferença no nível de aprendizagem de material significativo e pouco significativo. Por exemplo: um indivíduo foi capaz de aprender 200 sílabas sem sentido em 95 minutos e 200 palavras em poesia em 10 minutos. Esses resultados mostram os extremos onde poesia  (material bem significativo) pode ser aprendido na décima parte do tempo que é requerido para aprender o mesmo número de sílabas sem sentido.

Esteja certo de que você compreende o material de leitura. Para isso, tente descobrir as relações entre o que você está tentando aprender e o que você já sabe. Traduza as passagens difíceis para sua própria linguagem (se preciso, use o dicionário, a enciclopédia. Veja LER: GLOSSÁRIO, mais adiante). Tente explicar o texto para você mesmo e para as outras pessoas: ao tentar explicar algo para outra pessoa, você descobrirá em que pontos sua compreensão está falha e poderá se concentrar mais nos pontos fracos.

 LER: GRIFAR E ANOTAR NAS MARGENS

1. Para que adianta grifar um texto lido?

Quando observamos os livros de texto e as notas de aula dos alunos, verificamos que poucos deles descobriram a força e a riqueza do grifo.

Alguns grifam demais, outros praticamente nada, e outros ainda de modo impróprio. Freqüentemente encontramos capítulos inteiros onde a maior parte do material está grifada; o grifo feito com exagero perde muito do seu valor potencial.

processo mecânico de grifar pode ajudar na concentração; mas, na realidade, isso é apenas um pouco mais útil do que seguir a linha com o dedo. Grifar deve ser um processo seletivo e de resumo.

 

2. Como você pode grifar de maneira seletiva e não mecanicamente ?

O grifo deve ser feito com dois objetivos em mente: primeiro, deve ser uma ajuda para você entender e organizar a matéria; segundo, um auxílio para revisão.

Para que o material grifado possa ser útil para a revisão, é preciso que seja por si mesmo significativo. Os detalhes precisam estar relacionados uns com os outros e se enquadrar bem ao tópico principal em que estão incluídos. O material grifado de modo apropriado, resume para a revisão posterior (ou mesmo para fazer um resumo escrito daquele texto) as principais idéias, os detalhes importantes, os termos técnicos e as definições.

3. Há um plano que possa ser seguido para que você possa grifar eficientemente?

Se você quer que o grifo seja eficiente, então é necessário que seja feito de acordo com um plano. Tente, por exemplo, o plano seguinte, que tem sido empregado com êxito por muitos:

a) Faça uma leitura do material sem grifar nada (só ler): você terá uma visão global dele;

b) Na segunda leitura, é que você deverá começar a grifar o texto, usando a seguinte técnica: identifique, em cada parágrafo, quais as questões que seguem as seqüências dos tópicos e tente respondê-las enquanto lê ( em outras palavras: faça um levantamento das possíveis perguntas em que o trecho lido serve como respostas. Quando se estuda, durante uma leitura deve-se prever as questões que aquele trecho pode resultar). Quando encontrar idéias  ou detalhes importantes que ou respondem as questões, ou estejam relacionadas com ela, coloque um sinal claro na margem. Quando terminar o parágrafo, volte a olhar os itens que marcou. Se ainda achar que as idéias ou os detalhes são importantes, então grife-os.

4. Você usa as margens do texto para fazer apontamentos ?

A combinação do grifo com as anotações nas margens é mais eficiente do que os simples grifo; isso obriga-o a reformular o material do texto com as suas próprias palavras, a resumi-lo e a dispô-lo sob uma forma mais conveniente para posterior estudo, revisão, resumo escrito, resenha ou fichamento.

5. O que você deve anotar nas margens?

Antes de grifar o texto, você identificou as perguntas que se podem extrair dele. Seria útil que você as escrevesse nas margens ; para mais tarde fazer uma revisão rápida , ou um resumo escrito, ou uma resenha, ou um fichamento do que leu, você terá as principais perguntas do texto escrita nas margens e suas respectivas respostas grifadas nele.

Outra possibilidade é você redigir nas margens também as respostas; assim, você terá a oportunidade de traduzir para suas próprias palavras as idéias centrais do texto, garantindo que elas estão realmente bem compreendidas.

Algumas pessoas também encontram utilidade em resumir em uma ou duas palavras o assunto central em cada parágrafo.

– LER : FAZER RESUMO

1. Será necessário que você treine também a habilidade de resumir os textos que você lê ?

Fazer resumos é uma técnica de estudo de grande utilidade para você

a) compreender um texto lido;

b) memorizá-lo;

c) posteriormente, revê-lo.

2. Você conhece algumas indicações a respeito de como fazer um resumo ?

As indicações dadas até aqui: você começou situando a leitura dentro de um contexto (o que o texto que leio tem a ver com o que estou estudando?); depois, leu, não mecanicamente, mas procurando idéias e a compreensão do seu sentido; você extraiu conceitos para organizar um glossário (veja mais adiante); você grifou e fez anotações nas margens. Esses passos são necessários para se fazer um resumo,  uma resenha, ou um fichamento. Na verdade, eles já estarão praticamente prontos se esses passos forem seguidos: basta, em seguida, num papel à parte, usando tudo isso que você já fez, elabore para cada parágrafo uma única frase (tópico frasal) que contenha a idéia central nele desenvolvida, escrita com suas palavras. Além disso, essas idéias principais devem ser inter-relacionadas, de maneira a sugerir a seqüência que o texto original oferecia.

O resumo do texto é uma síntese das idéias e não das palavras do texto. Não se trata de uma “miniaturização” do texto, mas uma síntese fiel das idéias do autor.

 

-LER: FAZER GLOSSÁRIO 

1. Será importante preparar um glossário a partir de suas leituras ?

Um dos sinais indicadores de que você domina um determinado assunto é a extensão do seu vocabulário.  Um vocabulário de trabalho pode ser um ótimo instrumento que o ajuda a ler mais depressa e a compreender as idéias do texto. Veja que há termos com significados diferentes para a linguagem científica, a popular, a literária, etc; você precisa identificar o sentido preciso dos termos dentro do contexto lingüístico de sua leitura.

2. Como um glossário se compõe ?

O glossário referente a um texto compõe-se dos conceitos mais importantes desse texto. Constitui-se numa lista de palavras-chaves, acompanhadas pelas suas respectivas definições; a organização é semelhante à de um dicionário e essas definições devem ser claras, concisas, precisas e objetivas.

3. Como você extrai conceitos de um texto ?

Como já visto, um texto é formado por um encadeamento de idéias, expressas por frases ou parágrafos que representam unidades de pensamento; cada uma dessas idéias é representada por uma palavra : um CONCEITO.

Ao elaborar um glossário, você poder começar fazendo um levantamento dessas palavras-chaves que expressam as principais idéias do texto; a seguir, procure escrever como cada uma delas pode ser conceituada segundo o contexto da leitura; pode ser que você não possa conceituá-la com base no texto, devendo recorrer a um dicionário especializado ou a uma enciclopédia.

Obs: É muito comum, antes de um resumo ou de uma resenha, colocar quais são as palavras chaves do texto que compõe uma obra: só as palavras, sem colocar ao seu lado seus significados. Quando se coloca a lista das palavras-chaves  acompanhadas de seus respectivos significados (conceito), tem-se um glossário.

  RESENHA:

Resenha é a descrição minuciosa de uma obra. Por isso, além do resumo dessa obra, a resenha sempre vem acompanhada de uma posição crítica  por parte de leitor. Antes de mais nada,  coloca-se o nome da obra na forma de referência bibliográfica de acordo com as normas da ABNT, em seguida, a exposição objetiva do seu conteúdo (=resumo) e, por fim, tece-se comentários críticos e interpretativos, discutindo, comparando, avaliando a obra resenhada.

A resenha exige capacidade de síntese, objetividade, relativa maturidade intelectual , domínio do assunto abordado na obra, sobriedade e, como em todo texto dissertativo, argumentação eficiente, que é resultado dos requisitos anteriores.

-FICHAMENTO: 

É o registro catalogado, em fichas ou em folhas, de uma obra. No fichamento, a obra é resumida ao essencial:cada capítulo corresponde a uma ficha e, cada parágrafo, a uma frase.

As informações aqui contidas são padronizadas. Qualquer exigência que façam a você que não foi citada aqui, será decorrente de estilos pessoais as atividades de leitura e de elaboração de resumos, de resenhas e de fichamentos.

Bibliografia: 

1.       ANDRADE, Maria Margarida & HENRIQUES, Antônio . Redação Prática: Planejamento, estruturação e produção de textos .  São Paulo  :      Editora Atlas, 1999.

2.    GRANATIC, Branca . Técnicas Básicas de Redação São Paulo : Scipione, 1995.

3. MEDEIROS, João Bosco  .  Técnicas de Redação  .  4ª edição .  São Paulo  :  Atlas, 1997.

4. ___________ Redação Científica . 3ª ed. . São Paulo : Atlas, 1997.

5. SEVERINO, Joaquim Antônio . Metodologia do Trabalho Científico . São Paulo : Cortez Editora,  2001.

6. Apostila sobre técnicas de leitura – PUC/SP – s/ data.

C.Max Orsano

 

– LER: DIRETRIZES GERAIS 

1. Será importante você se preocupar com seus hábitos de leitura?

Em muitas situações de estudo, o estudante fracassa porque sua leitura não é eficiente. A leitura é um dos principais canais de aquisição de informação, especificamente na Universidade.

2. Antes de  iniciar uma leitura, você sabe situa-la dentro de um contexto ?

Antes de iniciar o estudo de um texto, esteja certo de que compreendeu qual é sua incumbência. Pergunte-se que informação terá que encontrar e por que encontra-la, ou que uso fará dela. Em alguns casos, a colocação dos problemas pode ser difícil; mas você pode sempre se perguntar pelo menos: qual a relação deste tópico com a unidade que eu estou estudando? Qual a relação deste tópico com outras unidades que eu já estudei?

3. Você lê em termos de idéias?

O bom leitor não lê palavra por palavra: ele lê conjunto de palavras que constituem  unidades de pensamento. Essas unidades de pensamento são naturais para a compreensão de significados.

Uma unidade de pensamento pode ser constituída de uma ou mais frases.

Você percebe um conjunto de palavras ou de frases como uma unidade de pensamento em função desse conjunto formar um todo significativo, isto é, uma idéia .

4. Você tem certeza de que o material que você leu está bem compreendido?

Muitos estudantes desperdiçam  grande parte do tempo lendo materiais cujo significado não está bastante claro para eles. As pesquisas provam que há diferença no nível de aprendizagem de material significativo e pouco significativo. Por exemplo: um indivíduo foi capaz de aprender 200 sílabas sem sentido em 95 minutos e 200 palavras em poesia em 10 minutos. Esses resultados mostram os extremos onde poesia  (material bem significativo) pode ser aprendido na décima parte do tempo que é requerido para aprender o mesmo número de sílabas sem sentido.

Esteja certo de que você compreende o material de leitura. Para isso, tente descobrir as relações entre o que você está tentando aprender e o que você já sabe. Traduza as passagens difíceis para sua própria linguagem (se preciso, use o dicionário, a enciclopédia. Veja LER: GLOSSÁRIO, mais adiante). Tente explicar o texto para você mesmo e para as outras pessoas: ao tentar explicar algo para outra pessoa, você descobrirá em que pontos sua compreensão está falha e poderá se concentrar mais nos pontos fracos.

– LER: GRIFAR E ANOTAR NAS MARGENS

1. Para que adianta grifar um texto lido?

Quando observamos os livros de texto e as notas de aula dos alunos, verificamos que poucos deles descobriram a força e a riqueza do grifo.

Alguns grifam demais, outros praticamente nada, e outros ainda de modo impróprio. Freqüentemente encontramos capítulos inteiros onde a maior parte do material está grifada; o grifo feito com exagero perde muito do seu valor potencial.

processo mecânico de grifar pode ajudar na concentração; mas, na realidade, isso é apenas um pouco mais útil do que seguir a linha com o dedo. Grifar deve ser um processo seletivo e de resumo.

 

2. Como você pode grifar de maneira seletiva e não mecanicamente ?

O grifo deve ser feito com dois objetivos em mente: primeiro, deve ser uma ajuda para você entender e organizar a matéria; segundo, um auxílio para revisão.

Para que o material grifado possa ser útil para a revisão, é preciso que seja por si mesmo significativo. Os detalhes precisam estar relacionados uns com os outros e se enquadrar bem ao tópico principal em que estão incluídos. O material grifado de modo apropriado, resume para a revisão posterior (ou mesmo para fazer um resumo escrito daquele texto) as principais idéias, os detalhes importantes, os termos técnicos e as definições.

3. Há um plano que possa ser seguido para que você possa grifar eficientemente?

Se você quer que o grifo seja eficiente, então é necessário que seja feito de acordo com um plano. Tente, por exemplo, o plano seguinte, que tem sido empregado com êxito por muitos:

a) Faça uma leitura do material sem grifar nada (só ler): você terá uma visão global dele;

b) Na segunda leitura, é que você deverá começar a grifar o texto, usando a seguinte técnica: identifique, em cada parágrafo, quais as questões que seguem as seqüências dos tópicos e tente respondê-las enquanto lê ( em outras palavras: faça um levantamento das possíveis perguntas em que o trecho lido serve como respostas. Quando se estuda, durante uma leitura deve-se prever as questões que aquele trecho pode resultar). Quando encontrar idéias  ou detalhes importantes que ou respondem as questões, ou estejam relacionadas com ela, coloque um sinal claro na margem. Quando terminar o parágrafo, volte a olhar os itens que marcou. Se ainda achar que as idéias ou os detalhes são importantes, então grife-os.

4. Você usa as margens do texto para fazer apontamentos ?

A combinação do grifo com as anotações nas margens é mais eficiente do que os simples grifo; isso obriga-o a reformular o material do texto com as suas próprias palavras, a resumi-lo e a dispô-lo sob uma forma mais conveniente para posterior estudo, revisão, resumo escrito, resenha ou fichamento.

5. O que você deve anotar nas margens?

Antes de grifar o texto, você identificou as perguntas que se podem extrair dele. Seria útil que você as escrevesse nas margens ; para mais tarde fazer uma revisão rápida , ou um resumo escrito, ou uma resenha, ou um fichamento do que leu, você terá as principais perguntas do texto escrita nas margens e suas respectivas respostas grifadas nele.

Outra possibilidade é você redigir nas margens também as respostas; assim, você terá a oportunidade de traduzir para suas próprias palavras as idéias centrais do texto, garantindo que elas estão realmente bem compreendidas.

Algumas pessoas também encontram utilidade em resumir em uma ou duas palavras o assunto central em cada parágrafo.

– LER : FAZER RESUMO

1. Será necessário que você treine também a habilidade de resumir os textos que você lê ?

Fazer resumos é uma técnica de estudo de grande utilidade para você

a) compreender um texto lido;

b) memorizá-lo;

c) posteriormente, revê-lo.

2. Você conhece algumas indicações a respeito de como fazer um resumo ?

As indicações dadas até aqui: você começou situando a leitura dentro de um contexto (o que o texto que leio tem a ver com o que estou estudando?); depois, leu, não mecanicamente, mas procurando idéias e a compreensão do seu sentido; você extraiu conceitos para organizar um glossário (veja mais adiante); você grifou e fez anotações nas margens. Esses passos são necessários para se fazer um resumo,  uma resenha, ou um fichamento. Na verdade, eles já estarão praticamente prontos se esses passos forem seguidos: basta, em seguida, num papel à parte, usando tudo isso que você já fez, elabore para cada parágrafo uma única frase (tópico frasal) que contenha a idéia central nele desenvolvida, escrita com suas palavras. Além disso, essas idéias principais devem ser inter-relacionadas, de maneira a sugerir a seqüência que o texto original oferecia.

O resumo do texto é uma síntese das idéias e não das palavras do texto. Não se trata de uma “miniaturização” do texto, mas uma síntese fiel das idéias do autor.

 

-LER: FAZER GLOSSÁRIO 

1. Será importante preparar um glossário a partir de suas leituras ?

Um dos sinais indicadores de que você domina um determinado assunto é a extensão do seu vocabulário.  Um vocabulário de trabalho pode ser um ótimo instrumento que o ajuda a ler mais depressa e a compreender as idéias do texto. Veja que há termos com significados diferentes para a linguagem científica, a popular, a literária, etc; você precisa identificar o sentido preciso dos termos dentro do contexto lingüístico de sua leitura.

2. Como um glossário se compõe ?

O glossário referente a um texto compõe-se dos conceitos mais importantes desse texto. Constitui-se numa lista de palavras-chaves, acompanhadas pelas suas respectivas definições; a organização é semelhante à de um dicionário e essas definições devem ser claras, concisas, precisas e objetivas.

3. Como você extrai conceitos de um texto ?

Como já visto, um texto é formado por um encadeamento de idéias, expressas por frases ou parágrafos que representam unidades de pensamento; cada uma dessas idéias é representada por uma palavra : um CONCEITO.

Ao elaborar um glossário, você poder começar fazendo um levantamento dessas palavras-chaves que expressam as principais idéias do texto; a seguir, procure escrever como cada uma delas pode ser conceituada segundo o contexto da leitura; pode ser que você não possa conceituá-la com base no texto, devendo recorrer a um dicionário especializado ou a uma enciclopédia.

Obs: É muito comum, antes de um resumo ou de uma resenha, colocar quais são as palavras chaves do texto que compõe uma obra: só as palavras, sem colocar ao seu lado seus significados. Quando se coloca a lista das palavras-chaves  acompanhadas de seus respectivos significados (conceito), tem-se um glossário.

 – RESENHA:

Resenha é a descrição minuciosa de uma obra. Por isso, além do resumo dessa obra, a resenha sempre vem acompanhada de uma posição crítica  por parte de leitor. Antes de mais nada,  coloca-se o nome da obra na forma de referência bibliográfica de acordo com as normas da ABNT, em seguida, a exposição objetiva do seu conteúdo (=resumo) e, por fim, tece-se comentários críticos e interpretativos, discutindo, comparando, avaliando a obra resenhada.

A resenha exige capacidade de síntese, objetividade, relativa maturidade intelectual , domínio do assunto abordado na obra, sobriedade e, como em todo texto dissertativo, argumentação eficiente, que é resultado dos requisitos anteriores.

-FICHAMENTO: 

É o registro catalogado, em fichas ou em folhas, de uma obra. No fichamento, a obra é resumida ao essencial:cada capítulo corresponde a uma ficha e, cada parágrafo, a uma frase.

As informações aqui contidas são padronizadas. Qualquer exigência que façam a você que não foi citada aqui, será decorrente de estilos pessoais as atividades de leitura e de elaboração de resumos, de resenhas e de fichamentos.

Bibliografia: 

1.       ANDRADE, Maria Margarida & HENRIQUES, Antônio . Redação Prática: Planejamento, estruturação e produção de textos .  São Paulo  :      Editora Atlas, 1999.

2.    GRANATIC, Branca . Técnicas Básicas de Redação São Paulo : Scipione, 1995.

3. MEDEIROS, João Bosco  .  Técnicas de Redação  .  4ª edição .  São Paulo  :  Atlas, 1997.

4. ___________ Redação Científica . 3ª ed. . São Paulo : Atlas, 1997.

5. SEVERINO, Joaquim Antônio . Metodologia do Trabalho Científico . São Paulo : Cortez Editora,  2001.

6. Apostila sobre técnicas de leitura – PUC/SP – s/ data.

C.Max Orsano


A teoria do conhecimento

13 de setembro de 2012

A necessidade de procurar explicar o mundo dando-lhe um sentido e descobrindo-lhe as leis ocultas é tão antiga como o próprio Homem, que tem recorrido para isso quer ao auxílio da magia, do mito e da religião, quer, mais recentemente, à contribuição da ciência e da tecnologia. Mas é sobretudo nos últimos séculos da nossa História, que se tem dado a importância crescente aos domínios do conhecimento e da ciência.E se é certo que a preocupação com este tipo de questões remonta já à Grécia antiga, é porém a partir do séc. XVIII que a palavra ciência adquire um sentido mais preciso e mais próximo daquele que hoje lhe damos. É também sobretudo a partir desta época que as implicações da atividade científica na nossa vida quotidiana se têm tornado tão evidentes, que não lhe podemos ficar indiferentes. O que é o conhecimento científico, como se adquire, o que temos implícito quando dizemos que conhecemos determinado assunto, em que consiste a prática científica, que relação existe entre o conhecimento científico e o mundo real, quais as conseqüências práticas e éticas das descobertas científicas, são alguns dos problemas com que nos deparamos frequentemente. Diante desses questionamentos, este trabalho pretende fazer um apanhado geral acerca da Teoria do Conhecimento, suas correntes e representantes, de modo que se torne mais fácil a sua compreensão.

Conceito

teoria do conhecimento, se interessa pela investigação da natureza, fontes e validade do conhecimento. Entre as questões principais que ela tenta responder estão as seguintes. O que é o conhecimento? Como nós o alcançamos? Podemos conseguir meios para defendê-lo contra o desafio cético? Essas questões são, implicitamente, tão velhas quanto a filosofia. Mas, primordialmente na era moderna, a partir do século XVII em diante – como resultado do trabalho de Descartes (1596-1650) e Locke (1632-1704) em associação com a emergência da ciência moderna – é que ela tem ocupado um plano central na filosofia. Basicamente é conceituada como o estudo de assuntos que outras ciências não conseguem responder e se divide em quatro partes, sendo que três delas possuem correntes que tentam explica-las: I – O conhecimento como problema, II – Origem do Conhecimento e III – Essência do Conhecimento e IV – Possibilidade do Conhecimento.

Principais correntes e seus representantes

A) O Conhecimento Quanto à Origem

A polêmica racionalismo-empirismo tem sido uma das mais persistentes ao longo da história da filosofia, e encontra eco ainda hoje em diversas posições de epistemólogos ou filósofos da ciência. Abundam, ao longo da linha constituída nos seus extremos pelo racionalismo e pelo empirismo radicais, as posições intermédias, as tentativas de conciliação e de superação, como veremos a seguir.

• Empirismo

“O empirismo pode ser definido como a asserção de que todo conhecimento sintético é baseado na experiência.” (Bertrand Russell).

Conceitua-se empirismo, como a corrente de pensamento que sustenta que a experiência sensorial é a origem única ou fundamental do conhecimento.

Originário da Grécia Antiga, o empirismo foi reformulado através do tempo na Idade Média e Moderna, assumindo várias manifestações e atitudes, tornando-se notável as distinções e divergências existentes. Porém, é notório que existem características fundamentais, sem as quais se perde a essência do empirismo e a qual, todos os autores conservam, que é a tese de que todo e qualquer conhecimento sintético haure sua origem na experiência e só é válido quando verificado por fatos metodicamente observados, ou se reduz a verdades já fundadas no processo de pesquisa dos dados do real, embora, sua validade lógica possa transcender o plano dos fatos observados.

Como já foi dito anteriormente, existe no empirismo divergência de pensamentos, e é exatamente esse aspecto que abordaremos a seguir. São três, as linhas empíricas, sendo elas: a integral, a moderada e a científica.

O empirismo integral reduz todos os conhecimentos – inclusive os matemáticos – à fonte empírica, àquilo que é produto de contato direto e imediato com a experiência. Quando a redução é feita à mera experiência sensível, temos o sensismo (ou sensualismo). É o caso de John Stuart Mill, que na obra Sistema da Lógica diz que todos os conhecimentos científicos resultam de processos indutivos, não constituindo exceção as verdades matemáticas, que seriam resultado de generalizações a partir de dados da experiência. Ele apresenta a indução como único método científico e afirma que nela resolvem-se tanto o silogismo quanto os axiomas matemáticos.

O empirismo moderado, também denominado genético-psicológico, explica que a origem temporal dos conhecimentos parte da experiência, mas não reduz a ela a validez do conhecimento, o qual pode ser não-empiricamente valido (como nos casos dos juízos analíticos). Uma das obras baseadas nessa linha é a de John Locke (Ensaios sobre o Entendimento Humano), na qual ele explica que as sensações são ponto de partida de tudo aquilo que se conhece. Todas as idéias são elaborações de elementos que os sentidos recebem em contato com a realidade.

Como já foi dito, para os moderados há verdades universalmente validas, como as matemáticas, cuja validez não assenta na experiência, e sim no pensamento. Na doutrina de Locke, existe a admissão de uma esfera de validade lógica a priori e, portanto não empírica, no que concerne aos juízos matemáticos.

Por fim, há o empirismo científico, que admite como válido, o conhecimento oriundo da experiência ou verificado experimentalmente, atribuindo aos juízos analíticos significações de ordem formal enquadradas no domínio das fórmulas lógicas. Esta tendência está longe de alcançar a almejada “unanimidade cientifica”.

• Racionalismo

É a corrente que assevera o papel preponderante da razão no processo cognoscitivo, pois, os fatos não são fontes de todos os conhecimentos e não nos oferecem condições de “certeza”.

Um dos grandes representantes do racionalismo, Gottfried Leibniz, afirma em sua obra Novos Ensaios sobre o Entendimento Humano, que nem todas as verdades são verdades de fato; ao lado delas, existem as verdades de razão, que são aquelas inerentes ao próprio pensamento humano e dotadas de universalidade e certeza (como por exemplo, os princípios de identidade e de razão suficiente), enquanto as verdades de fato são contingentes e particulares, implicando sempre a possibilidade de correção, sendo válidas dentro de limites determinados.

Ainda retratando o pensamento racionalista, encontramos Reneé Descartes, adepto do inatismo, que afirma que somos todos possuidores, enquanto seres pensantes, de uma série de princípios evidentes, idéias natas, que servem de fundamento lógico a todos os elementos com que nos enriquecem a percepção e a representação, ou seja, para ele, o racionalismo se preocupa com a idéia fundante que a razão por si mesma logra atingir.

Esses dois pensadores podem ser classificados como representantes do racionalismo ontológico, que consiste em entender a realidade como racional, ou em racionalizar o real, de maneira que a explicação conceitual mais simples, se tenha em conta da mais simples e segura explicação da realidade.

Existe também uma outra linha racionalista, originada de Aristóteles, denominada intelectualismo, que reconhece a existência de “verdades de razão” e, além disso, atribui à inteligência função positiva no ato de conhecer, ou seja, a razão não contém em si mesma, verdades universais como idéias natas, mas as atinge à vista dos fatos particulares que o intelecto coordena. Concluindo: o intelecto extrai os conceitos ínsitos no real, operando sobre as imagens que o real oferece.

Hessen, um dos adeptos do intelectualismo, lembra que há nele uma concepção metafísica da realidade como condição de sua gnoseologia, que é conceber a realidade como algo de racional, contendo no particularismo contingente de seus elementos, as verdades universais que o intelecto “lê” e “extrai”, realizando-se uma adequação plena entre o entendimento e a realidade, no que esta tem de essencial.

Por fim, devemos citar uma ramificação do racionalismo que alguns autores consideram autônoma, que é o Criticismo.

O criticismo é o estudo metódico prévio do ato de conhecer e dos modos de conhecimento, ou seja, uma disposição metódica do espírito no sentido de situar, preliminarmente o problema do conhecimento em função da relação “sujeito-objeto”, indagando as suas condições e pressupostos. Ele aceita e recusa certas afirmações do empirismo e racionalismo, por isso, muitos autores acreditam em sua autonomia. Entretanto, devemos entender tal posição como uma análise crítica e profunda dos pressupostos do conhecimento.

Seu maior representante, Immanuel Kant, tem como marca a determinação a priori das condições lógicas das ciências. Ele declara que o conhecimento não pode prescindir da experiência, a qual fornece o material cognoscível e nesse ponto coincide com o empirismo. Porém, sustenta também que o conhecimento de base empírica não pode prescindir de elementos racionais, tanto que só adquire validade universal quando os dados sensoriais são ordenados pela razão. Segundo palavras do próprio autor, “os conceitos sem as intuições são vazios; as intuições sem os conceitos são cegas”.

Para ele, o conhecimento é sempre uma subordinação do real à medida do humano.

Conclui-se então, que pela ótica do criticismo, o conhecimento implica sempre numa contribuição positiva e construtora por parte do sujeito cognoscente em razão de algo que está no espírito, anteriormente à experiência do ponto de vista gnosiológico.


B) O Conhecimento Quanto à Essência

Nessa parte do estudo, analisaremos o ponto da Teoria do Conhecimento em que há mais divergências, sendo estas fundamentais pra o pleno conhecimento do assunto, que é o realismo e o idealismo.

• Realismo

Sabendo que a palavra realismo vem do latim res (coisa), podemos conceituar essa corrente como a orientação ou atitude espiritual que implica uma preeminência do objeto, dada a sua afirmação fundamental de que nós conhecemos coisas. Em outras palavras, é a independência ontológica da realidade, ou seja, o sujeito em função do objeto.

O realismo é subdividido em três espécies. O realismo ingênuo, o tradicional e o crítico.

O realismo ingênuo, também conhecido como pré-filosófico, é aquele em que o homem aceita a identidade de seu conhecimento com as coisas que sua mente menciona, sem formular qualquer questionamento a respeito de tal coisa. É a atitude do homem comum, que conhece as coisas e as concebem tais e quais aparecem.

Já o realismo tradicional é aquele em que há uma indagação a respeito dos fundamentos, há uma procura em demonstrar se as teses são verdadeiras, surgindo uma atitude propriamente filosófica, seguindo a linha aristotélica.

Por último, podemos citar o realismo cientifico, que é a linha do realismo que acentua a verificação de seus pressupostos concluindo pela funcionalidade sujeito-objeto e distinguindo as camadas conhecíveis do real como a participação – não apenas criadora –  do espírito no processo gnosiológico. Para os seguidores desse pensamento, conhecer é sempre conhecer algo posto fora de nós, mas que, se há conhecimento de algo, não nos é possível verificar se o objeto – que nossa subjetividade compreende – corresponde ou não ao objeto tal qual é em si mesmo.

Há portanto, no realismo, uma tese ou doutrina fundamental de que existe uma correlação ou uma adequação da inteligência a “algo” como objeto do conhecimento, de maneira que nós conhecemos quando a nossa sensibilidade e inteligência se conformam a algo de exterior a nós. De acordo com o modo de compreender-se essa “referibilidade a algo”, bifurca-se o realismo em tradicional e o crítico, que são as duas linhas pertinentes à filosofia.

• Idealismo

Surgiu na Grécia Antiga com Platão, denominado de idealismo transcendente, onde as idéias ou arquétipos ideais representam a realidade verdadeira, da qual seriam as realidades sensíveis, meras copias imperfeitas, sem validade em si mesmas, mas sim enquanto participam do ser essencial. O idealismo de Platão reduz o real ao ideal, resolvendo o ser em idéia, pois como ele já dizia, as idéias são o sol que ilumina e torna visíveis as coisas.

Alguns autores entendem que a doutrina platônica poderia ser vista como uma forma de realismo, pois para eles, o idealismo “verdadeiro” é aquele desenvolvido a partir de Descartes.

O que interessa à Teoria do Conhecimento, é o idealismo imanentista, que afirma que as coisas não existem por si mesmas, mas na medida e enquanto são representadas ou pensadas, de maneira que só se conhece aquilo que se insere no domínio de nosso espírito e não as coisas como tais, ou seja, há uma tendência a subordinar tudo à formas espirituais ou esquemas. No idealismo, que é a compreensão do real como idealidade (o que equivale dizer a realidade como espírito), o homem cria um objeto com os elementos de sua subjetividade, sem que algo preexista ao objeto (no sentindo gnosiológico).

Sintetizando, o idealismo é a doutrina ou corrente de pensamento que subordina ou reduz o conhecimento à representação ou ao processo do pensamento mesmo, por entender que a verdade das coisas está menos nelas do que em nós, em nossa consciência ou em nossa mente, no fato de serem “percebidas” ou “pensadas”.

Dentro dessa concepção existem duas orientações idealistas. Uma é a do idealismo psicológico ou conscienciológico, onde o que se conhece não são as coisas e sim a imagem delas. Podemos conceituá-lo como aquele em que a realidade é cognoscível se e enquanto se projeta no plano da consciência, revelando-se como momento ou conteúdo de nossa vida interior. Também chamado de idealismo subjetivo, este diz que o homem não conhece as coisas, e sim a representação que a nossa consciência forma em razão delas. Seus representantes são Hume, Locke e Berkeley.

A outra é a orientação idealista de natureza lógica, que parte da afirmação de que só conhecemos o que se converte em pensamento, ou é conteúdo de pensamento. Ou seja, o ser não é outra coisa senão idéia.

Seu maior representante, Hegel, diz em uma de suas obras que nós só conhecemos aquilo que elevamos ao plano do pensamento, de maneira que só há realidade como realidade espiritual.

Resumindo: na atitude psicológica, ser é ser percebido e na atitude lógica, ser é ser pensado.

 
C) Possibilidade do Conhecimento

Essa parte da teoria do conhecimento é responsável por solucionar a seguinte questão: qual a possibilidade do conhecimento?

Para que seja possível respondê-la, muitos autores recorrem a duas importantes posições: o dogmatismo e o ceticismo, os quais veremos abaixo.

• Dogmatismo

É a corrente que se julga em condições de afirmar a possibilidade de conhecer verdades universais quanto ao ser, à existência e à conduta, transcendendo o campo das puras relações fenomenais e sem limites impostos a priori à razão.

Existem duas espécies de dogmatismo: o total e o parcial.

O primeiro é aquele em que a afirmação da possibilidade de se alcançar a verdade ultima é feita tanto no plano da especulação, quanto no da vida pratica ou da Ética. Esse dogmatismo intransigente, quase não é adotado, devido à rigorosidade de adequação do pensamento. Porém, encontramos em Hegel a expressão máxima desse tipo de dogmatismo, pois, existe em suas obras uma identificação absoluta entre pensamento e realidade. Como o próprio autor diz “o pensamento, na medida em que é, é a coisa em si, e a coisa em si, na medida em que é, é o pensamento puro”.

Já o parcial, adotado em maior extensão, tem um sentido mais atenuado, na intenção de afirmar-se a possibilidade de se atingir o absoluto em dadas circunstâncias e modos quando não sob certo prisma. Ou seja, é a crença no poder da razão ou da intuição como instrumentos de acesso ao real em si.

Alguns dogmáticos parciais se julgam aptos para afirmar a verdade absoluta no plano da ação. Entretanto, outros somente admitem tais verdades no plano especulativo. Daí origina-se a distinção entre dogmatismo teórico e dogmatismo ético.

O dogmatismo ético tem como adeptos Hume e Kant, que duvidavam da possibilidade de atingir as verdades últimas enquanto sujeito pensante (homo theoreticus) e afirmavam as razões primordiais de agir, estabelecendo as bases de sua Ética ou de sua Moral.

Por conseguinte, temos como adepto do dogmatismo teórico, Blaise Pascal, que não duvidava de seus cálculos matemáticos e da exatidão das ciências enquanto ciências, mas era assaltado por duvidas no plano do agir ou da conduta humana.

• Ceticismo

Consiste numa atitude dubitativa ou uma provisoriedade constante, mesmo a respeito de opiniões emitidas no âmbito das relações empíricas. Essa atitude nunca é abandonada pelo ceticismo, mesmo quando são enunciados juízos sobre algo de maneira provisória, sujeitos a refutação à luz de sucessivos testes.

Ou seja, o ceticismo se distingue das outras correntes por causa de sua posição de reserva e de desconfiança em relação às coisas.

Há no ceticismo – assim como no dogmatismo – uma distinção entre absoluto e parcial, ressaltando que este último não será discutido nesse trabalho.

O ceticismo absoluto é oriundo da Grécia e também denominado pirronismo. Prega a necessidade da suspensão do juízo, dada a impossibilidade de qualquer conhecimento certo. Ele envolve tanto as verdades metafísicas (da realidade em si mesma), quanto as relativas ao fundo dos fenômenos. Segundo essa corrente, o homem não pode pretender nenhum conhecimento por não haver adequação possível entre o sujeito cognoscente e o objeto conhecido. Ou seja, para os céticos absolutos, não há outra solução para o homem senão a atitude de não formular problemas, dada a equivalência fatal de todas as respostas.

Um dos representantes do ceticismo de maior destaque na filosofia moderna é Augusto Comte.


O conhecimento e suas características

11 de setembro de 2012

O conhecimento

 introdução

Conhecimento é tudo que adquirimos e absorvemos pelas maneiras de aprendizagem, estes podem ser adquiridos ao decorrer da vida ou através de estudos específicos.

 Ciências são pensamentos exatos que procuram por meio dos conhecimentos específicos explicarem, provar e compreender a realidade através dos fatos. Sendo assim suas descobertas perecíveis ao tempo em que se relata, o que a faz ser atualizada a cada nova pesquisa.

 Para entender o conhecimento precisamos saber diferenciá-los. Os principais são divididos em: conhecimento vulgar, o conhecimento cientifico, o conhecimento filosófico e o conhecimento teológico. Estes levam o homem a esta defronte com sua realidade através de mitos,fé, pensamentos filosóficos e científicos.

 Conhecimento vulgar ou empírico 

É o conhecimento popular passado através das pessoas, frutos do dia-dia, não precisa da ciência para dizer o que é verdadeiro ou não para determinado grupo que a toma com verdade. Não se deve menosprezá-lo, pois pode ser base para o conhecimento cientifico.

 Conhecimento cientifico

Este tem como finalidade estudar a realidade de maneira exata, assim difundindo o conhecimento sobre determinado assunto ou espécie, se tornando lei universal ate que novas descobertas por meios científicos prove o contrário.

 Conhecimento filosófico

Como a ciência não sacia todos os anseios do homem em relação ao universo já que todos os fatos e perguntas tem que ser provados, o homem busca respostas na filosofia que o leva a fazer meditações sobre os fatos gerais do principio de sua existência.

 Conhecimento teológico

Provem da fé humana tendo um ou mais deus para reverenciar. Em meio aos cultos as divindades revelam imagem misteriosas que são passadas por pessoas “iluminadas” através da escrita ou oralmente no decorrer da historia, se tornando um verdade satisfatória baseada pela fé proveniente de uma divindade.

Conhecimento e verdade

 O ser precede o conhecimento que temos dele, os objetos existem independentemente de nós saber sua existência.

 As sensações dão-nos a imagem do universo realOs objetos podem atuar de forma direta ou indiretamente nos nossos sentidos, que levam ao nosso cérebro a informação necessária para obtermos a imagem precisa do determinado objeto.

 O conhecimento racional objetivo não dispensa o conhecimento sensível, tomando a ciência como base a filosofia procura o conhecimento objetivo através de reflexões o que a difere do cientifico que é exato já o filosófico é abstrato.

 A verdade é a realidade: fala sobre as deturpações que ocorre com a percepção, concluindo que a verdade confunde conceitos subjetivos com a realidade, criando conhecimentos duvidosos.

 A negação da verdade objetiva é incompatível com a ciência que busca saber toda verdade material do universo, sem essa verdade ela seria inútil.

 

A ciência e suas características

 Introdução

A ciência se da pela busca da realidade dos fatos, sob critérios racionais, metodológicos, sistemáticos e verificáveis.

 Racionalidade e objetividade

A ciência tem que apresentar duas características básicas, racionalidade e objetividade. O conhecimento científico racional é a construção de idéias de acordo com um conjunto te normas lógicas, para se produzir novos conhecimentos.

 Conhecimento científico atém-se aos fatos

A ciência mostra a realidade usando a investigação, preservando os fatos, em alguns casos e preciso manipular os acontecimentos para obter resultados significativos. No entanto, tal intervenção assume critérios cautelosos para não criar conhecimentos duvidosos.

 O conhecimento cientifico transcende os fatos

O conhecimento científico sintetiza os fatos para esclarece – los, obtendo pontos comuns entre eles, tendo como objetivo formular leis.

 O conhecimento científico analítico

A analise como instrumento fundamental para o estudo, serve para obter respostas precisas do que está sendo investigado pela ciência.

O conhecimento científico requer exatidão e clareza

É necessário que o conhecimento científico seja exato, transparente e apto a averiguação em qualquer tempo, com informações precisas e objetivas, evitando erros. Caso eles ocorram à ciência possui meios de corrigi-los e reaproveitá-los, estabelecendo exatidão.

 O conhecimento científico é comunicável

É imprescindível que o conhecimento científico seja divulgado fielmente e detalhadamente, proporcionando a comprovação dos fatos. Com ressalva aalguns casos que o sigilo é mantido por questão de segurança nacional, porém o conhecimento tem que ser compartilhado para que a ciência avance.

 O conhecimento científico é verificável

É caráter fundamental de o conhecimento científico ser submetido a comprovações. A ciência busca aprender com experimentações, mas nem com todos os casos são possíveis como a Astronomia.

 O conhecimento científico depende de investigação metódica

A investigação cientifica é resultado de planejamento e constatações, hipóteses já pesquisadas e comprovações. Ela segue etapas, métodos já estabelecidos, meios estes que podem ser aproveitados. Assim as ciências podem ser reconhecidas tanto pelo objeto de investigação quanto pelos métodos peculiares para investigá-las.

 O conhecimento científico e sistemático

A ciência se compõe de idéias ligadas, sistema formado pelo conjunto de pensamentos que dão origem a uma teoria, considerando esta interação, percebe que, caso um fundamento básico for modificado a teoria modifica também.

O conhecimento científico busca aplicar leis

A busca e aplicação de leis e feita pela ciência, em que o conhecimento científico observa a realidade formulando regras universais.

O conhecimento científico é explicativo

Com as leis, a ciência esclarece a realidade, mas não há uma preocupação com os detalhes e sim em buscar as causas, as relações internas e o relacionamento com próximo. A função e concentrar as causas dos fatos.

 O conhecimento científico pode fazer predições

 Conhecimento científico indica o lógico, baseado em seus dados, pode mostrar o que ocorrerá no tempo futuro.

 Pode haver falhas nas comunicações com passar do tempo, conseqüentemente o conhecimento passa adquirir problemas, mesmo assim não deixam de ser muito úteis.

 O conhecimento científico é aberto

 O conhecimento científico sempre está e mudanças, acompanhando as evoluções tecnológicas e dos métodos de investigação, idéias antigas podem ser mudadas ou anuladas.

 O conhecimento científico funciona como organismos que a tempos vem se evoluindo e se adaptando as condições encontradas, buscando cada vez mais chances para sobreviver.

 O conhecimento científico é útil

O conhecimento científico é de extrema importância para o domínio da natureza e melhorar a o comportamento da humanidade.


RESUMO

25 de agosto de 2012

O resumo é um exercício que combina a capacidade de síntese e a objetividade. O resumo é um texto que apresenta as ideias ou fatos essenciais desenvolvidos num outro texto, expondo-os de um modo abreviado e respeitando a ordem pela qual surgem.

Resumir um texto é condensar as ideias principais, respeitando o sentido, a estrutura e o tipo de enunciação, isto é, os tempos e as pessoas, com ajuda do vocabulário de cada um. É, assim, apresentar um raciocínio objetivamente, escolher o essencial dos dados de um problema, as características de uma situação, as conclusões de uma análise, sem nenhum comentário.

O resumo é uma técnica que encara o texto como um todo, não é uma sequência de frases autónomas; pelo contrário, é um conjunto de ideias ordenadas, numa totalidade, formal e significativa.

Trata-se de um exercício de inteligência, exigindo a redação de um novo texto, com base no texto-fonte.

Elaboração do resumo

Para elaborar um resumo, consideram-se duas fases:

I Compreensão da estrutura do texto que sera resumido

II Redação de um novo texto

1. Compreensão do texto original:

leitura global

leitura para descoberta da organização do texto:

– levantamento das ideias ou factos essenciais;

– detecção do seu encadeamento

Após uma primeira leitura de lápis na mão deve-se:

– dividir o texto em partes

-dar um título a cada uma das partes

-assinalar as palavras chave

– sublinhar os articuladores do discurso

-esquematizar as ideias expostas/construir o plano do texto

-detectar informações dadas pelo título, pela introdução, pelo desenvolvimento e pela conclusão.

2. Construção do novo texto (resumo)

Selecionar as ideias ou factos essenciais do texto original que constarão no resumo

Suprimir:

– palavras ou frases referentes a ideias ou factos secundários

– repetições e redundâncias

– interjeições e tudo o que contribua para um estilo particular do texto

– pormenores desnecessários, exemplos, citações, pequenas histórias a propósito;

– expressões explicativas do tipo “ou seja”, “isto é”, “quero dizer”, “dito de outro modo”, “por outras palavras”

Substituir frases e enumerações do texto original, por outras que tornem mais económica a expressão, devendo excluir-se as transições.

Manter o fio condutor do texto a resumir.

3. Construção do resumo

Manter os valores mais significativos nos textos que fornecem dados em números

Escolher o vocabulário com rigor, de modo a evitar palavras inexpressivas

Redigir o resumo em linguagem clara e concisa

não exprimir opiniões pessoais

Não repetir frases do autor do texto original

Omitir/ou transformar discurso direto em discurso indireto

respeitar a ordem pela qual as ideias ou factos são apresentados no texto-base

Articular os parágrafos e as frases

Reduzir a extensão do texto a cerca de 2/3 do texto base, ou ao número de palavras ou de linhas proposto.

4. Autocorreção do resumo

Concluído o resumo, há que aperfeiçoá-lo. Esta lista de autocorreção pode dar uma ajuda nesse sentido, pois recupera alguns dos aspectos mais importantes do ato de resumir.

Lista de verificação do resumo

Aspectos a considerar

Sim

Não

Não observado

1. Referi apenas as ideias ou fatos principais do texto original.

2. Omiti ou substituí as listas ou enumerações por uma designação mais geral.

Evitei o recurso a expressões explicativas do tipo “isto é”, “como se sabe”, etc

4. Respeite a ordem das ideias do texto original.

5. Transforme o discurso direto em discurso indireto.

6. Excluir pormenores irrelevantes, exemplos, citações, pequenas histórias a propósito.

7. Evite copiar frases ou expressões do texto.

8. Articule bem os parágrafos e as frases.

9. O texto resumido não excede 1/3 do número de linhas do texto original

Evidentemente, alguns resumos são mais fáceis de fazer do que outros, dependendo especialmente da organização e da extensão do texto original. Assim, um texto não muito longo e cuja estrutura seja perceptível à primeira leitura, apresentará poucas dificuldades a quem resume. Em todo o caso, quem domina a técnica – e esse domínio só se adquire com a prática – não encontrará obstáculos na tarefa de resumir, qualquer que seja o tipo de texto.

Os resumos são, igualmente, ferramentas úteis ao estudo e à memorização de textos escritos. Além disso, textos falados também são passíveis de resumir. Anotações de ideias significativas ouvidas no decorrer de uma palestra, por exemplo, podem vir a constituir uma versão resumida de um texto oral.


DIDÁTICA- Aprendizagem. Ensino. Meios Pedagógicos. Avaliação.

15 de agosto de 2012

A didática é entendida como a ferramenta em que se acontece o processo ensino-aprendizagem, onde o professor consegue organizar de forma sistemática todo seu trabalho, buscando oferecer meios que induzam ao aluno a perceber suas necessidades e criar seus mecanismos, a fim de adquirir novos conhecimentos sem excluir os anteriores. Assim pode-se afirmar que a didática deve ser como uma peça importantíssima na aprendizagem.

 

Palavras chaves: Didática. Aprendizagem. Ensino. Meios Pedagógicos. Avaliação.

 

INTRODUÇÃO

 

Este artigo está voltado para a utilização da Didática em sala de aula, uma vez que a mesma facilita o processo ensino-aprendizagem, onde o professor tem a oportunidade de planejar suas estratégias e aplicá-las de acordo com as necessidades de seus alunos.

Percebe-se que a Didática passou por um processo de adaptação até que estudiosos convenceram que a mesma é uma ferramenta essencial em sala de aula, devido a evolução no que diz respeito a percepção de conhecimentos, assim certifica-se de que ela não pode faltar em hipótese alguma na prática educacional, bem como na utilização dos meios pedagógicos, em pesquisas e por fim na avaliação.

Assim afirma-se que o principal objetivo deste trabalho é a aquisição de conhecimentos voltados para o ramo educacional, podendo contribuir de forma sensível com os parceiros deste grande bem da humanidade.

 

 

 

2. O PAPEL DA DIDÁTICA NA FORMÇÃO DO EDUCADOR.

 

Após vários estudos sobre a didática é possível compreender que a mesma é uma ferramenta imprescindível na formação do educador, desde que, ela venha desenvolver nele a capacidade de planejar, criticar, avaliar e adaptar suas ações a realidade em que se encontra inserido, pois do que adiantaria um emaranhado de informações e ações a um ambiente inadequado? A didática só poderá ser bem praticada, a partir do momento em que ela for entendida e planejada segundo a necessidade encontrada no âmbito de trabalho.

A didática em sua amplitude deve ajudar de forma precisa na formação do educador, viabilizando ao mesmo a capacidade de formular seus objetivos a serem atingidos no decorrer de sua carreira. Segundo (Candau 1999, p.26) “O papel da didática destina-se a atingir um fim a formação do educador”. Assim percebe-se que o educador não pode deixar de trabalhar a didática em hipótese alguma, uma vez que ela faz parte da sua prática profissional.

O educador ao assumir sua postura deve lembrar-se de que é um dos responsáveis pelo sucesso do processo ensino-aprendizagem, por isso, não pode esquecer que outros componentes fazem parte desse processo e são tão importantes quanto ele, assim é viável afirmar que a aprendizagem se constrói a partir da interação educador, educando, família e o contexto histórico, dessa forma é possível dizer que cada ser humano contribui de certa forma para a mudança do contexto social, formulando suas próprias idéias a partir de suas experiências da partilha de conhecimentos.

O educador é aquele devido suas pesquisas e seu preparo tem a capacidade de fomentar no educando a necessidade de buscar conhecimentos de forma sistematizada, entendendo que através dele é possível conhecer o que era obscuro, além de poder fazer valer sua cidadania, contribuindo para a formação de sua história.

Diante do exposto é viável afirmar que ao formar um educador é necessário buscar a forma mais favorável, excluindo o autoritarismo, a fim de fazê-lo um sujeito crítico o qual poderá agir de forma precisa no processo educativo, sem esquecer que suas experiências acontecem ao longo de sua carreira, Segundo (Candau, 1999, p.29) “De fato, aprendemos bem, com estria, aquilo que praticamos e teorizamos”.

Assim pode-se afirmar que um bom profissional da educação não pode deixar de estudar e idealizar a didática durante a sua carreira, pois ela permite ao mesmo desenvolver um bom trabalho.

Durante algum tempo foi vista como uma ação prejudicial a prática pedagógica, pois não se entendia com precisão o seu ramo de trabalho, crucificando assim os professores que a utilizavam. Segundo (Antunes, 2001, p.16)

 

A acusação inocuidade vem geralmente da parte do professor dos graus mais elevados de ensino, onde sempre vigora a suposição de que o domínio do conteúdo seria bastante para fazer um bom professor (e talvez, na medida em que esses graus ainda se destinem a uma elite). A casação de prejudicial vem de analises mais criticas das funções de educação, em que se responsabiliza a didática pela alienação dos professores em relação ao significado de seu trabalho.

 

 

Só após varias pesquisas a didática foi vista em outra concepção, a de que ela contribui sensivelmente na aprendizagem, ela procura fomentar no professor o desejo de ensinar com qualidade, entendendo que o trabalho educacional se torna mais fácil e eficaz quando se “aprende a aprender” e se “aprende fazendo”, assim se tem a oportunidade de estudar métodos e técnicas que favorecem esse tipo de trabalho.

É viável afirmar que através dela é possível observar o comportamento dos alunos, detectando suas necessidades e em seguida elaborar projetos que valorize suas experiências e se produza novos conhecimentos.

O educador ao realizar o seu planejamento busca meios na didática a fim de analisar o método a ser aplicado e o recurso a ser utilizado em sala de aula, com o intuito de oferecer a melhor aprendizagem a seus alunos.

Percebe-se que os professores vem utilizando a didática constantemente desde o séc. XX, quando a escola elementar torna-se universal atendendo todas as classes sociais, voltando-se ainda para todas as faixas etárias  da mais tenra infância a adultez.

Assim percebe-se a grande importância da didática na formação do educador.

Segundo ( et all Candau 2001, p.13)

 

Todo processo de formação de educadores especialistas e professores inclui necessariamente componentes curriculares orientados para o trabalho sistemático do ‘ que fazer’ educativo, da prática pedagógica. Entre estes, a didática ocupa um lugar de destaque.

 

 

Observando a afirmação de Candau é possível perceber que o professor no seu processo de formação carece trabalhar a didática em todos os momentos da sua vida profissional, pois, a mesma oferece meios que facilite o trabalho do professor e torne a sua ação precisa, proporcionando aos seus alunos a oportunidade de pesquisa, criticidade, construção e reconstrução.

Portanto conclui-se que a didática oferece a melhor maneira de trabalhar ao professor e a oportunidade de adquirir a melhor aprendizagem do aluno.

 

2.1 O processo de ensino-aprendizagem.

 

O processo de ensino-aprendizagem passa por várias concepções a primeira é a tradicional, onde os alunos são receptores de saberes que seus professores os transmitem, nessa o que mais importa é a quantidade de conteúdos que se trabalha, o professor tem o conhecimento acabado sendo dono da verdade, onde as tarefas são padronizadas.

Na segunda vem a comportamentalista, a qual consiste num arranjo e planejamento de condições externas que proporcionam aos estudantes a aprender. Nessa o professor ensina e observa o comportamento de cada um, recebendo incentivos através de prêmios, os elementos mais importantes são o aluno e o objetivo proposto.

Na humanística, o ensino está centrado na pessoa, onde o professor devera orientá-lo para a vida, a fim de conseguir agir em sociedade. Nesta a aprendizagem deve ser significativa, modificando o comportamento e as atitudes.

Na cognitiva os alunos recebem estímulos do meio conseguindo organizar seus conhecimentos, sentem e resolvem problemas, adquirem conceitos e empregam símbolos verbais, conseguindo processar e interagir informações. Por isso o ensino é baseado no ensaio e erro, na pesquisa na investigação, na solução de problemas por parte do aluno.

Na sócio-cultural supera-se a relação opressor-oprimido através da socialização de saberes de igual valor, transformando a situação objetiva geradora de opressão, trabalhando desenvolvimento da consciência crítica e da liberdade, sendo os alunos sujeitos criadores.

 

3.PESQUISAS MAIS RECENTES

 

De acordo com as pesquisas mais recentes sobre a didática no Brasil, durante o período entre 1996 a 2000 foi possível entender que ela como compreensão do trabalho docente vem direcionando as necessidades de investigação e as abordagens metodológicas na perspectiva denominada da epistemologia da prática.

Durante esse período as escolas começaram a vivenciar um momento ímpar, pois, houve o predomínio de estudos que adotam a didática, possibilitado a interlocução crítica com as teorias elaboradas, revelando um abandono da perspectiva explicativa.

Assim foi possível implantar nas escolas o método de pesquisa constante, ao qual, todo aluno tem o direito de acesso a todos os conteúdos, formulando suas novas descobertas, com o objetivo de aperfeiçoar seus conhecimentos e de interagir com seus colegas e professores, uma vez, que se sabe que um dos objetivos da educação é construir e reconstruir conhecimentos, podendo evoluir para o novo.

Diante dessa premissa afirma-se que a compreensão é um dos elementos constitutivos do processo de construir conhecimento e tem sua validade na inter-relação com as explicações teórica e historicamente sustentadas, permitindo ainda que haja interação de conhecimento.

Nessa perspectiva supera-se uma tendência que individualiza o conhecimento, a qual, o professor era detentor do conhecimento e se utilizava de representações a mesma foi muito trabalhada no período anterior. Com a implantação da didática é possível desenvolver trabalhos que estão ligados a realidade social, o qual envolve a todos, ou seja, o sócio-interacionismo implantado na escola.

Quanto as temáticas e aos propósitos, o estudo de Pimenta (2001) permite verificar que, para além das preocupações com as técnicas de ensinar e da avaliação, o campo da Didática oferece inúmeras outras a docência universitária, tais como o trabalho com a interdisciplinaridade e a pesquisa.

Percebe-se que com este tipo de trabalho foi possível quebrar as barreiras que impediam aos professores de trabalharem interligados, podendo interagir saberes que outrora eram vistos como conhecimentos isolados, favorecendo ao individualismo, o qual dificultava a aprendizagem dos alunos.

É possível afirmar ainda que desenvolvendo esse tipo de trabalho os professores permitem aos seus alunos um maior envolvimento com os saberes despertando a curiosidade de conhecer cada vez mais, observando assim as suas necessidades além de poder interagir com o meio. Segundo Vygotsky, 1980, p.90.  Aprendizagem é o processo pelo qual o indivíduo adquire informações, habilidades, valores, atitudes, etc.. a partir de seu contato com a realidade, com o meio ambiente e com as outras pessoas”.

Segundo essa premissa é possível perceber que Vygotsky afirma justamente um dos objetivos da didática, o de envolver os alunos com o meio podendo interagir com todos a partir do seu contato com a realidade, além de poder construir seu próprio conhecimento, favorecendo a sua aprendizagem.

Assim afirma-se que os educadores precisam reunir-se para a realização de planejamentos voltados para projetos que envolvam justamente o trabalho interdisciplinar, podendo escolher a melhor maneira de trabalhar conteúdos afins e não afins, selecionando os mais viáveis de acordo com as necessidades da clientela atendida, por isso a importância da participação do alunado na hora do planejamento, a fim de saber as idéias e os propósitos dos mesmos.

O estudo da didática orienta que a comunidade escolar deve ser parceira na hora de planejar com intuito de oferecer o melhor ensino possível, favorecendo uma aprendizagem de qualidade, uma vez que ela foca sempre o melhor para o aluno e a facilidade de trabalho para o professor, tornando assim um processo prazeroso

Portanto conclui-se que a didática em seu processo de trabalho favorece a todos, uma vez, que oferece meios eficazes para a aprendizagem que qualifica e prepara para os obstáculos, nessa arte de ensinar.

 

4. MEIOS PEDAGÓGICOS NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

 

Ao se falar de meios pedagógicos na educação, lembra-se logo de recursos educacionais, mas não é só isso, é necessário observar as necessidades da clientela atendida, a fim de atender suas expectativa, é viável afirmar, que na EAD os meios avançaram bastante, pois é uma modalidade que surgiu no Brasil desde o final da segunda guerra mundial, devido a necessidade de formar profissionais para atuarem no campo de concentração dos países envolvidos no acontecimento, porém no Brasil ela só iniciou no final do séc. XIX com os cursos profissionalizantes, os quais eram acompanhados por cartas, rádio e mais tarde por TV, hoje pode-se acompanhar pela internet, a qual facilita mais ainda o trabalho do discente, no que diz respeito  a locomoção, a comodidade e a oportunidade de fazer seu próprio horário.

Diante dessa premissa é possível ressaltar que a tecnologia na educação ajudou bastante na evolução da educação a distância, uma vez que o primeiro meio utilizado foi a carta a qual se esperava dias para se obter uma resposta, em seguida foi a vez do rádio e da TV, mas ainda assim demorava um pouco, hoje o estudante pesquisador pode cotar com um meio que permite pesquisar em tempo real, conversar com o tutor, interagir com os colegas através de fóruns e chats fazendo acontecer uma troca de informação de uma forma bem precisa.

Dentro dessa tecnologia pode-se observar a teleconferência e a videoconferência, a primeira é um programa televisivo transmitido o vivo, via satélite, com recepção por antena parabólica.  O seu principal objetivo é ampliar o conhecimento já disposto em outro material didático, permitindo o aprofundamento nos assuntos do curso em um todo.

O uso desses pode servir para diversos propósitos educativos, ou seja, para se trabalhar uma aula, conferências e reuniões. Segundo Spanhol e “Rodrigues, 2005, p.105 “.É possível agregar imagens pré-produzidas em vídeo e computador como se fosse um programa de televisão”.

A videoconferência é um sistema interpessoal que possibilita a comunicação em tempo real entre grupos de pessoas, independente de sua localização geográfica, em áudio e vídeo simultaneamente. Segundo Carneiro, 2005, p.50. “uma vídeo conferência consiste numa discussão em grupo ou pessoa a pessoa, na qual os participantes estão em locais diferentes, mas podem ver e ouvir uns aos outros como se estivessem reunidos em um único local”.

Esse tipo de recuso permite que se trabalhe de forma cooperativa, compartilhando informações e materiais de trabalho sem necessidade de deslocamento.

Apesar de toda tecnologia de comunicação não se pode deixar de falar no material impresso, pois ele é responsável pela mediação pedagógica, se referindo a relação professor-aluno na busca da aprendizagem como processo de construção de conhecimento a partir da reflexão crítica das experiências e do processo de trabalho.

Nos sistemas de educação a distância, a mediação pedagógica se dá por meio dos textos e outros materiais colocados a disposição dos alunos. Dessa forma, a mediação pedagógica acontece quando os materiais trabalhados são vistos como fonte de pesquisa importante ao processo de aprendizagem. Como observam Gutierrez e Pietro 1994, p.80 “não interessa uma informação por si mesma, mas uma informação mediada pedagogicamente”. Isto quer afirmar que o professor ao fazer a escolha desse material deve conhecê-lo de forma que o mesmo deve desafiar o aluno a: levantar questões a partir da leitura do texto, buscar leituras complementares, interagir com outros sujeitos envolvidos no curso e pesquisar questões que lhes sejam significativas.

Assim afirma-se que em qualquer que seja a modalidade de ensino os meios educacionais são necessários para a aprendizagem de forma geral, uma vez que os mesmos oferecem as possibilidades de pesquisas e aquisição de conhecimento.

 

5. AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO

 

A avaliação é um mecanismo utilizado para alcançar objetivos propostos num ato educacional, através dela é possível perceber se os mesmos foram atingidos ou se precisam ser revistos, analisando-os em todos os aspectos, dentro desse mecanismo pode-se observar as atitudes dos diretores, as ações do professor, a organização da coordenação, o aprendizado do aluno,  o acompanhamento da comunidade escolar sem esquecer que a meta maior é alcançar uma aprendizagem de qualidade.

Assim é viável ressaltar que a avaliação do trabalho da gestão e da organização da escola, deve acontecer constantemente, pois um gestor só pode saber se o seu trabalho está sendo bem executado no momento em que ele se reúne com toda a comunidade escolar e discute sobre metas atingidas se elas foram alcançadas em sua amplitude ou  se foram mal executadas.

A maneira mais viável de fazer essa avaliação é se utilizando de reuniões sistemáticas ou extraordinárias que envolva toda a comunidade escolar, visando sempre o bom funcionamento da instituição, ou seja, da ação da gestão, do profissionalismo do professor, dos profissionais administrativos e da aprendizagem dos alunos, além de poder avaliarem também o espaço físico da instituição, a fim de saber se está adequado para atender a clientela envolvida.

No que diz respeito a avaliação de sala de aula, deve-se lembrar que o professor ao avaliar o seu aluno, está automaticamente se auto-avaliando, pois uma vez que não ocorrer aprendizagem de qualidade, é necessário que ele refaça o seu planejamento com o intuito de oferecer uma outra oportunidade ao seu aluno, pois o mesmo depende da atitude de compromisso do professor.

Dessa forma pode-se dizer que o acompanhamento e o controle comprovam os resultados do trabalho, evidenciam os erros, as dificuldades, os êxitos e os fracassos relativos ao que foi planejado. A avaliação das atividades implica a análise coletiva dos resultados alcançados e a tomada de decisões e sobre as medidas necessárias para solucionar as deficiências.

Diante de tudo isso é importante enfatizar a importância do planejamento de maneira geral, uma vez que o mesmo proporciona ao educador segurança e agilidade no momento em que irá executar suas tarefas. A escola em meio a essa segurança deve no primeiro momento pesquisar as condições em que se encontra a comunidade em que será trabalhado, em seguida traçar seus objetivos e escolher com precisão os componentes do seu currículo e só depois traçar seu planejamento, mas é interessante que todos os funcionários da instituição participem, pois é necessário que todos estejam em sintonia, a fim de ajudar no desenvolvimento dos alunos. O último estágio desse planejamento é a avaliação, a qual deve está voltada não só para  o aluno, mas também para a ação docente pois sabe-se que o mesmo é uma ferramenta indispensável nesse processo, por isso a necessidade da participação também do aluno, uma vez que a oportunidade de expressão é um direito de todos e não há ninguém melhor que ele mesmo para relatar suas necessidades. Segundo Zaballa, 1998, p.196

As definições mais habituais da avaliação remetem a um todo indiferenciado, que inclui processos individuais e grupais o aluno e os professores. Esse ponto de vista é plenamente justificável, já que os processos que têm lugar na aula são processos globais em que é difícil, e certamente desnecessário, separar claramente os diferentes elementos que os compõem. Nossa tradição avaliadora tem se centrado exclusivamente nos resultados obtidos pelos alunos. Assim é conveniente dá-se conta de que, ao falar de avaliação na aula pode-se aludir particularmente a alguns dos componentes do processo de ensino/aprendizagem, com em todo processo em sua globalidade.

 

 

Zaballa com esta afirmação deixa bem claro que é necessário haver mudança no modo de avaliar, pois durante muito tempo o educador acreditava que era necessário apenas avaliar o aluno se o mesmo conseguisse aprender era considerado um bom aluno, senão era um aluno relapso. Todavia percebe-se que esse processo mudou, o aprendiz agora é favorecido com várias formas de avaliação denominada formativa e quantitativa, a primeira avalia a formação social e moral do aluno e  a segunda, avalia o aspecto intelectual. Assim ele tem a oportunidade de demonstrar que sua aprendizagem aconteceu de forma precisa.

6  PESQUISA E ANÁLISE DA  DEMANDA POR EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

A pesquisa é o instrumento metodológico capaz de aprimorar a prática do professor.

O ponto de partida de uma pesquisa é o estudo de um problema que cause o interesse do pesquisador. O interesse gera envolvimento com a pesquisa o que transformará o esforço em resultados na elaboração de conhecimento e soluções propostas ao problema em foco. Um conhecimento que nascerá como complemento e fruto da curiosidade, da inquietação, da inteligência e da atividade investigativa. Ele, o pesquisador, é o fio condutor inteligente e ativo dessa tênue linha do conhecimento acumulado na área e das evidências que estão sendo estipuladas no momento inicial da pesquisa.

Incentivar a pesquisa é mostrar ao aluno um leque de possibilidades de adquirir conhecimentos e ajuda na compreensão dos fenômenos políticos, econômicos e sociais que nos envolvem.

Educação Profissional

O processo de industrialização trouxe a necessidade de contar-se com trabalhadores qualificados para novas atividades ocupacionais, trazidas pela mecanização dos processos de trabalho, as escolas procuraram adaptar-se a essa nova demanda de trabalhadores que iriam contribuir com a produção através de habilidades, sobretudo manuais, de operador de maquinarias.

Essa necessidade de qualificar trabalhadores, foi para o setor educacional um desafio, a demanda foi em tal ritmo e diversificação, que a estrutura educacional não teve condição de assumi-la. Essa incapacidade da escola, fez com que surgisse um sistema paralelo de formação desses trabalhadores, diretamente ligado ao setor empresarial e industrial.

O que se viu então foi a escolar oscilar entre oferecer uma formação profissional, entendido o resumo como preparação de mão de obra qualificada que o mercado necessita, e a tentativa de , adiantando-se a demanda, propiciar, uma mais qualificada teórica, visando a formação do técnico propriamente dito.

Em outras palavras, oscilar entre a formação profissional, isto é a formação prática e pouco teórica dos trabalhadores qualificados, e ao ensino ou educação técnica, ou seja, uma formação que permita ao seu possuidor, poder exercer um julgamento técnico, apoiando-se na formação teórica e conhecimentos técnicos especializados, portanto sobre uma formação teórica e prática, orientado segundo objetivos determinados ou ainda na definição de Gimeno e Ibanêz’’ o ensino técnico prepara para o exercício de uma profissão permitindo  o prosseguimento de estudos.O ensino profissional, com conteúdo específico e restritivo, está orientando exclusivamente para o exercício de um ofício.

A impressão que fica, é que a escola técnica de ensino médio, salvo raras exceções, ofereceu( e oferece )antes uma formação profissional do que um ensino técnico, pela própria incapacidade inicial de atender o mercado e pela influência que passa, então, a receber do sistema de ensino paralelo de formação profissional, que conseguiu, em pouco tempo estruturar-se e ganhar uma respeitabilidade. Esse fato fez com que fosse alvo de teorias que apontam suas desqualificações para preparar para o trabalho.

Um sistema de educação técnica para ser autêntico, real e efetivo numa sociedade industrial, deve levar em conta três aspectos fundamentais:a política nacional de desenvolvimento econômico e social,as características do setor produtivo e as aspirações sociais  de sua clientela.

 

3. Conclusão

 

Ao pesquisar e elaborar este trabalho foi possível entender que a Didática está ligada com o processo ensino- aprendizagem, no qual, professor e aluno, devem estabelecer uma relação muito boa para que a mesma surta um efeito esperado, podendo assim acontecer uma troca de idéias que favoreça e desenvolvimento intelectual de ambos, uma vez, que na educação há uma interação de conhecimentos entre todos, se utilizando dos meios educacionais de acordo com as necessidades da clientela atendida e de uma avaliação de qualidade.

Portanto espera-se com este trabalho contribuir de forma sensível com o trabalho de educares que se preocupam com a evolução da aprendizagem, pois se sabe o quanto ela contribui para o avanço da humanidade.

Ao se pesquisar sobre avaliação, foi possível entender melhor o papel dessa ferramenta, e saber da responsabilidade que temos ao utilizá-la, devemos avaliar de maneira ética, visando reconhecer onde está havendo possíveis falhas (tanto do professor quanto do aluno), e buscar mecanismo de adequação das mesmas.

Quanto a pesquisa e análise da demanda por educação profissional, foi de grande valia, pois nos mostrou a importância de uma pesquisa bem feita, e também como o ensino técnico vem contribuindo para a colocação de jovens no mercado de trabalho.

Todo esse estudo, foi de uma grandeza imensa para mim como educador, pude avaliar e sentir de maneira mais ampla, o meu papel de ‘’levar conhecimento’’, dividir com meus alunos, o que sei, e estar sempre apto a aprender mais, e repassar mais, nesse ciclo que não tem fim, é uma profissão difícil, mas mágica com altos e baixos, mas emocionante, cada vez que vemos um aluno, se destacar, se esforçar, levar  a sério o ensino é uma gratificação enorme, é como se fossemos jardineiros plantando conhecimento, e assim como na parábola das sementes jogadas, assim são os nossos alunos, mas o que importa e não desistir e seguir adiante, plantando o saber.