PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO


O CONCEITO DA PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

                                                       

 

É dado o nome de Psicologia da Educação ao segmento de estudos e pesquisas que visam descrever os processos psicológicos presentes na educação. Teóricos como Sigmund Freud, Jean Piaget, Burrhus Frederic Skinner, Carl Rogers, Lev Vygotsky e Alexander Luria, são tidos como precursores dos estudos em Psicologia da Educação. São referenciais comuns aos cursos de Pedagogia, Normal Superior e demais licenciaturas, representando, cada um, vertentes do pensamento psicológico educacional. É comum na Psicologia da Educação referir-se à educação da criança e do adolescente, mas também à educação do adulto (Pedagogia e Andragogia).

 

Histórico da Psicologia da Educação:

 

O interesse pela educação, suas condições e seus problemas, foi sempre uma constante entre filósofos, políticos, educadores e psicólogos.

Com o desenvolvimento da Psicologia como Ciência e como área de atuação profissional, no final do século XIX, várias perspectivas se abriram, fato que também ocorreu à chamada Psicologia Educacional.

Durante as três primeiras décadas do século XX a psicologia aplicada à educação teve enorme desenvolvimento. Nos EUA destacava-se a necessidade de um novo profissional, capaz de atuar como intermediário entre a psicologia e a educação.

Três áreas destacaram-se: as pesquisas experimentais da aprendizagem; o estudo e a medida das diferenças individuais; psicologia da criança.

Até a década de 50, a Psicologia da educação aparece como a “rainha” das ciências da educação.

Seu conceito: uma área de aplicação da psicologia na educação. Psicologia Educacional era um ramo especial da Psicologia, preocupado com a natureza, as condições, os resultados e a avaliação e retenção da aprendizagem escolar. Ela deveria ser uma disciplina autônoma, com sua própria teoria e metodologia.

Durante a década de 50, o panorama muda. Começa-se a duvidar da aplicabilidade educativa das grandes teorias da aprendizagem, elaboradas durante a 1ª metade do século XX. Prenuncia-se uma crise…

Surgem outras disciplinas educativas tão importantes à educação quanto a psicologia, e esta precisa ceder espaço.

Na década de 70, assume o seu caráter multidisciplinar, que conserva até hoje.

Não mais é considerada como a psicologia aplicada à Educação.

Atualmente, a Psicologia da Educação é considerada um ramo tanto da Psicologia como da Educação, e caracteriza-se como uma área de investigação dos problemas e fenômenos educacionais, a partir de um entendimento psicológico.

 

Conceito de Psicologia da Educação:

 

Quando se fala, hoje, em Psicologia da Educação, vários termos são utilizados indiscriminadamente como sinônimos, tais como: psicopedagogia, psicologia escolar, psicologia da educação, psicologia da criança, etc. A lista poderia ser alongada. Esta imprecisão na linguagem, e esta confusão entre disciplinas ou atividades não são exatamente passíveis de sobreposição, pois cada têm suas definições e limitações.

 

A Psicologia da Educação tem por objeto de estudo todos os aspectos das situações da educação, sob a ótica psicológica, assim como as relações existentes entre as situações educacionais e os diferentes fatores que as determinam.

Seu domínio é constituído pela análise psicológica de todas as facetas das realidade educativa e não apenas a aplicação da psicologia à educação.

Seu maior objetivo é constatar ou compreender e explicar o que se passa no seio da situação de educação. Por isso, tanto psicólogos quanto pedagogos podem possuir tal especialização profissional..

A Psicologia da educação faz parte dos componentes específicos das ciências da Educação, tal como a sociologia da educação ou a didática. Compõem um núcleo, cuja finalidade é estudar os processos educativos.

Atualmente, rejeita-se a idéia de que a Psicologia da Educação seja resumida de um simples campo de emprego da Psicologia; ela deve, ao contrário, atender simultaneamente aos processos psicológicos e às características das situações educativas.

Ela estuda os processos educativos com tripla finalidade:

Contribuir à elaboração de uma teoria explicativa dos processos educativos – nível teórico;

Elaborar modelos e programas de intervenção – nível tecnológico;

Dar lugar a uma práxis educativa coerente com as propostas teóricas formuladas – nível prática.

 

Definição de Psicopedagogia:

Especialização dentro da Pedagogia e/ou Psicologia que trata dos distúrbios de aprendizagem (crianças que possuem dificuldades para aprender)

 

Definição de Psicologia da Criança:

Também chamada de Psicologia Evolutiva ou Psicologia do Desenvolvimento Humano, estuda as leis gerais da evolução da criança, as sucessivas etapas de seu desenvolvimento nas quatro grandes áreas: cognitiva, afetiva, social e psicomotora.

 

APRENDIZAGEM INFORMAL E FORMAL

 

Conceito Geral de Aprendizagem

 

Aprendizagem é a aquisição de novos comportamentos, que são incorporados ao repertório individual de cada pessoa, que deverá apresentar, desse modo, capacidades e habilidades não existentes anteriormente. Além de adquirir comportamentos novos, através da aprendizagem, uma pessoa poderá também modificar comportamentos anteriormente adquiridos (ROCHA).

“Aprendizagem é o resultado da estimulação do ambiente sobre o indivíduo já maturo, que se expressa, diante de uma situação-problema, sob a forma de uma mudança de comportamento em função da experiência; envolve os hábitos que formamos, os aspectos de nossa vida afetiva e assimilação de valores culturais, além dos fenômenos que ocorrem na escola” (JOSÉ & COELHO).

“A aprendizagem é parte de um processo social de comunicação – a educação – e apresenta os seguintes elementos:

 

Comunicador ou emissor: professor, enquanto transmissor de informações ou agente do conhecimento. O comunicador tem uma participação ativa no processo educativo, devendo estar motivado e ter pleno conhecimento da mensagem que irá transmitir a seus alunos.

 

Mensagem: conteúdo educativo, conhecimentos e informações a serem transmitidas. A mensagem deve ser adequada, clara e precisa para ser bem entendida.

 

Receptor da mensagem: aluno. O receptor não tem um papel passivo; deve ser um construtor crítico dos conhecimentos e informações que lhe são transmitidos.

Meio ambiente: meio escolar, familiar e social, onde se efetiva o processo de ensino-aprendizagem. O meio ambiente deve ser estimulador da aprendizagem e propício ao bom desenvolvimento do processo educativo. (DROUET)

 

Aprendizagem significativa: é interessante destacar que não basta apenas ‘ensinar’; é preciso oportunizar aos nossos educandos uma aprendizagem significativa. Ou seja, para que a aprendizagem provoque uma efetiva mudança de comportamento e amplie cada vez mais o potencial do educando, é necessário que ele perceba a relação entre o que está aprendendo e a sua vida, sendo capaz de reconhecer as situações em que aplicará o novo conhecimento.

 

“Uma aprendizagem mecânica, que não vai além da simples retenção, não tem significado nenhum” (JOSÉ & COELHO).

 

Como medir a aprendizagem?

 

Como a aprendizagem se concretiza em termos de comportamento, para avaliar o que alguém aprendeu é preciso observar o seu desempenho. Esta é a concepção das escolas mais tradicionais, onde a ‘prova’ era a única capaz de verificar o aprendizado, inferindo sobre sua ocorrência.

 

Mas será esta a melhor e mais fidedigna maneira de verificar o aprendizado?

Atualmente, têm-se realizado importantes mudanças no modo de pensar em relação à aprendizagem escolar, tendo como resultados esforços para combinar várias interpretações. A prova já não parece mais tão fidedigna assim, pois ela pode representar uma mudança temporária de comportamento e não uma mudança duradoura.

 

Curva representativa de aprendizagem

 

Estamos permanentemente em estado de aprendizagem

O declínio da curva se dá porque começa a haver um enfraquecimento neuro-hormonal no indivíduo. Devido a esse enfraquecimento alguns envelhecem mais cedo, enquanto outros permanecem perfeitamente lúcidos até uma idade muito avançada.

 

Ensino x instrução

 

Ensinar: fazer com que as pessoas aprendam; fazer com que outros saibam, adquiram conhecimentos ou mudem atitudes. A aprendizagem é seu produto final.

 

Instruir: manipular deliberadamente o ambiente de outros, para torná-los capazes de aprender, sob condições específicas (aprendizagem escolar). Este é um conceito ultrapassado.

 

Desta diferença entre ensinar e instruir, pode-se dizer que existem dois tipos de aprendizagem: informal e formal.

 

A aprendizagem e a psicologia da Educação: Aprendizagem Informal e Formal.

 

Aprendizagem Formal: processo que é direcionado, orientado e previamente planejado e organizado (sala de aula); advém da instrução.

 

Aprendizagem Informal: processo que é de natureza incidental, não-dirigido, e carente de controle. Resultam da experiência no ambiente de vida (fora da escola); advém do ensino.

 

A psicologia da educação exerce seu papel mais relacionada à aprendizagem formal.

 

Modelos de Ensino Formal:

Um modelo de ensino formal inclui um conjunto de procedimentos para que se realize o ensino. Pode resumir-se em seus componentes fundamentais: professor, aluno e conteúdo. Existem 4 modelos básico:

 

Modelo Clássico: ênfase dada ao professor, enquanto um transmissor de conteúdo. A educação consiste em transmissão de idéias selecionadas, organizadas e não de acordo com o interesse do aluno. O aluno é apenas um recipiente passivo.

 

Modelo Tecnológico: ênfase na educação como transmissora de conteúdos; o conteúdo é o centro do processo. O aluno é um recipiente de informações. A educação se preocupa com aspectos observáveis e mensuráveis e o professor é o responsável por essa concretização.

 

Modelo Personalizado: ênfase no aluno. O ensino se processa em função do desenvolvimento e interesse dos alunos. A educação é um processo progressivo e o professor oferece assistência ao aluno, enquanto um facilitador da aprendizagem.

 

Modelo Interacional: apresenta um equilíbrio entre os componentes do modelo. O professor cria um clima de diálogo e troca experiências e valores com seus alunos. O conteúdo consiste na análise crítica de problemas reais e sociais. O aluno é ativo em sua aprendizagem.

 

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